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Para transformar positivamente a realidade

Em primeiro lugar, pare de reclamar dos políticos, dos vizinhos, da má sorte ou do destino. Isso não ajudará em nada e nem trará solução para os problemas concretos que se apresentam em sua vida.

Segundo: não alimente pensamentos e sentimentos de vítima, e nem procure por culpados pelas dificuldades do seu caminho. A rigor, somos sempre coautores pela maior parte – senão pela totalidade – da realidade que se manifesta em nossa existência. Sendo assim, ao invés de transferir responsabilidades a terceiros, investigue profundamente suas ações, palavras e pensamentos. Entenda que o vitimismo crônico é uma tentativa de fugir dos encargos que devem ser resolvidos com trabalho e esforço.

Também não seja muito duro consigo mesmo. Alimentar uma baixa autoestima e se punir com um julgamento muito severo é outra forma de boicotar a verdadeira mudança que pode e deve ser operada. A conscientização das dificuldades e dos erros deve servir somente para potencializar a necessidade de superá-los e provocar a mudança, e não para ficar preso neles.

A flexibilidade do bambu é uma boa referência. Ele se ergue ereto e firme acima do solo em direção ao céu, mas nem por isso deixa de ceder e deitar ao sopro de um vento mais forte. A flexibilidade é a chave para adaptação de situações críticas, não hesite em sempre fazer uso dela, especialmente quando for necessário negociar, ceder e ajustar para evitar conflitos.

O princípio é: se você continua a fazer as coisas do mesmo jeito, não faz sentido esperar por algum resultado diferente. Novos caminhos são necessários para chegar a lugares diferentes.

Esforços contínuos e muito trabalho. Não conheço outro atalho, nunca vi superação sem sacrifício e comprometimento com a causa. Planeje e organize, mas execute o plano. Não adianta nada entender, compreender, ter ideias e não colocá-las em prática. A virtude que leva ao sucesso é a iniciativa para a ação prática. Se o chão está sujo, pegue a vassoura e limpe. Mas o chão tem que ser limpo todos os dias, e essa é a chave dos esforços contínuos.

Não permita que a entropia, a tendência natural para a desordem, se instale. Organize sua mente, organize seu ambiente. Uma coisa não está separada da outra. Execute ao menos uma ação anti-entropia por dia, como arrumar seu quarto, atualizar sua tabela de finanças, meditar por 20 ou 30 minutos ou cuidar do corpo. Organizar os métodos e os meios é a forma mais eficiente para sustentar qualquer transformação desejada.

Por último, quando as intenções pretendidas e objetivo almejado visam não somente ao benefício próprio, mas também trazem benefícios e bem estar para maior número de pessoas, então as chances de sucesso são maiores. Isso se deve ao fato de que mais energia coletiva irá circular em torno da causa. Não estamos sozinhos no Universo, e a visão sistêmica é realmente uma forma inteligente de perceber e atuar no mundo.

Somos os autores do livro das nossas vidas. Outros poderão ler e apreciar esse livro, mas a responsabilidade do conteúdo ali exposto, bem como a competência para escrevê-lo, é de nossa mais direta e intransferível responsabilidade.

Gustavo Mokusen. 

O pão nosso de cada dia

Não pense que sua vida será fácil; tratá-la dessa forma seria menosprezar seus desafios e suas oportunidades de crescimento. Tampouco caia no engodo de se enxergar como vítima das circunstâncias e, em nome disso, ficar paralisado no meio do caminho de mãos abanando, sem ter o que comer.

É necessário buscar o pão de cada dia, é necessário fazer por merecê-lo. Esse pão significa nosso alimento espiritual, nossa motivação interior, nossa força para seguir adiante. Nós somos responsáveis por ele, e isso quer dizer que temos que misturar os ingredientes, bater a massa, levar ao forno e ficar espertos para não queimá-lo. Ninguém pode fazer isso por nós, pois esse pão interior está dentro e não fora. É claro que podemos receber muita ajuda e também podemos ajudar os outros, mas a despeito de toda a ajuda que possamos dar ou receber, no fim das contas nós sempre temos a responsabilidade de como utilizamos as ferramentas e matéria prima que temos disponíveis.

Superação requer esforço e sacrifício, e eu não conheço outros atalhos para isso. Se você almeja alcançar realização profissional você terá que se preparar, que melhorar suas habilidades, que aprender uma nova forma de aproveitar os recursos disponíveis. Se você quer melhorar uma relação, um casamento ou se quer lidar melhor com as pessoas ao redor, então será necessário rever hábitos e posturas, mudar atitudes e buscar maneiras de transpor velhos obstáculos emocionais. Resumindo, é necessário agir com intenção, pois sem ação nada de concreto irá se realizar.

Através de esforços sucessivos vamos aproximando-nos dos nossos objetivos, mesmo que lentamente. É muito importante entender que o princípio dos esforços sucessivos repousa na paciência e persistência, sem os quais desistimos facilmente. Tentamos, tentamos de novo e assim vamos progredindo passo a passo, etapa por etapa na transformação que buscamos. Ao mesmo tempo, o sacrifício representa o desapego ao prazer, a mudança do crescimento, a opção consciente de prosseguir e melhorar ao invés de estacionar na zona de conforto. É a habilidade de abrir mão da velha forma e incorporar o novo.

Os esforços sucessivos podem ser representados pelo calor do forno, e o sacrifício, pelo fermento. O calor transforma lentamente, com persistente paciência, e o fermento faz crescer de dentro para fora, preparando a nova forma. Se um deles está ausente, o pão simplesmente não fica pronto. Ao mesmo tempo, o excesso também é prejudicial, ou seja, há uma medida exata para cada um deles.

E cada dia é novo, cada receita é diferente. Podemos inovar, criar, balancear os temperos. Podemos experimentar.

Se pararmos no meio do caminho, se deixarmos de assar esse pão todos os dias, vamos morrendo lentamente. E essa é a pior morte que existe, uma vez que você ainda está vivo para testemunhá-la; você começa a desacreditar nas coisas, começa a duvidar da sua existência e passa a não encontrar mais sabor em sua vida. Portanto, é necessário ganhar o pão de cada dia, é necessário manter-se motivado para não perder o sentido que pode ser encontrado durante a jornada nesse planeta. Caso contrário, você irá comer um pão velho, duro e mofado.

Acredito na ação, nos fatos. Acredito em colocar a mão na massa, em assar esse pão todos os dias da melhor forma possível. Finalmente, acredito que o sabor que experimentamos nessa vida depende do calor e do fermento que usamos em nossa transformação interior.

E você, como têm assado o seu pão? Envie-nos uma mensagem e conte sua experiência, vamos trocar receitas!

Votos de Luz,

Gustavo Mokusen.