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Afinal…

Reserve 10 minutos para assistir:

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Um excelente video.

“Qualquer pensamento que você teve sobre si mesmo, por mais desinflado ou inflado, não é quem você é. É simplesmente um pensamento. A verdade de quem você é, não pode ser pensada, porque ela é a fonte de todos os pensamentos. A verdade de quem você é, não pode ser nomeada ou definida.

Palavras como alma, luz, Deus, verdade, “self”, consciência, inteligência universal ou divindade, mesmo que capazes de evocar o êxtase da verdade, são totalmente inadequadas como descrição da imensidade de quem você realmente é. Independente de como você se identifica: como criança, adolescente, uma mãe, um pai, uma pessoa mais velha, uma pessoa saudável, uma pessoa doente, uma pessoa que sofre ou uma pessoa iluminada, sempre, por trás de tudo isso, está a verdade de você mesmo. Ela não é estranha para você. Ela está tão próxima, que você não consegue acreditar que é você. A verdade de quem você é, é intocada por qualquer conceito sobre quem você é, seja ignorante ou iluminado, sem valor ou grandioso.

A verdade de quem você é, é livre de tudo isso. Você já é livre, e tudo o que bloqueia sua realização desta liberdade é seu apego a alguma ideia sobre quem você é. Este pensamento não impede que você seja a verdade de quem você é. Você já é isso. Ele apenas separa você da realização de quem você é. Convido você a deixar sua atenção mergulhar naquilo que sempre esteve aqui, esperando abertamente por sua própria auto-realização. Quem é você, realmente? Você é alguma imagem que aparece em sua mente? Você é alguma sensação que aparece em seu corpo? Você é alguma emoção que passa por sua mente e corpo? Você é algo que alguém disse que você é, ou é uma rebelião contra algo que alguém disse que você é? Estas são algumas das muitas vias de erros de identificação. Todas essas definições vêm e vão, nascem e depois morrem.

A verdade de quem você é, não vem e vai. Ela está presente antes do nascimento, durante toda uma vida, e após a morte. Descobrir a verdade sobre quem você é, não é apenas possível, é o seu direito de nascença. Qualquer pensamento que esta descoberta não seja para você, agora não é o tempo, você não é digno, você não está pronto, você já sabe quem é, são apenas truques da mente. Está na hora de investigar este pensamento sobre “eu”, e ver qual é sua validade real. Nesta investigação existe uma abertura para que a consciência inteligente que você é, finalmente reconheça a si mesma. A pergunta mais importante que você jamais pode perguntar-se é: Quem sou eu? De certa forma, esta tem sido uma questão implícita, perguntada em cada etapa de sua vida. Toda atividade, seja individual ou coletiva, é motivada em sua raiz por uma busca de auto-definição. Tipicamente, você busca por uma resposta positiva à esta pergunta e foge de uma resposta negativa. Quando esta questão se torna explícita, o impulso e o poder da pergunta direcionam a busca pela verdadeira resposta, que é aberta, viva e cheia de insights cada vez mais profundos. Você experimentou tanto o sucesso como o fracasso.

Após um certo estágio, cedo ou tarde, você percebe que quem você é, independente da definição, não é satisfatório. Se esta questão não for verdadeiramente respondida, não apenas convencionalmente respondida, você vai continuar com fome de saber. Porque, independente de como você tenha sido definido por outros, bem intencionados ou não, e independente de como você tenha definido a si mesmo, nenhuma definição pode trazer certeza duradoura. O momento em que se reconhece que nenhuma resposta jamais satisfez esta pergunta é crucial. Ele é muitas vezes referido como o momento de amadurecimento espiritual, o momento de maturidade espiritual. A partir deste ponto você pode conscientemente investigar quem você realmente é. Em seu poder e simplicidade a questão “Quem sou eu?” lança a mente de volta para a raiz da identificação pessoal, a suposição básica: “eu sou alguém”.

Ao invés de automaticamente aceitar essa suposição como a verdade, você pode investigar mais profundamente. Não é difícil ver que este pensamento inicial, “eu sou alguém”, leva a todos tipos de estratégias: ser alguém melhor, alguém mais protegido, alguém com mais prazer, mais conforto e mais realização. Mas, quando este pensamento muito básico é questionado, a mente encontra o eu, que se assume estar separado daquilo que ela vinha procurando. Isso é chamado de auto-investigação. A pergunta mais básica: “Quem sou eu?”, é aquela que é a mais negligenciada. Passamos a maior parte de nossos dias dizendo a nós mesmos ou aos outros que somos alguém importante, alguém sem importância, alguém grande, alguém pequeno, alguém jovem ou alguém velho, sem nunca realmente questionar esta suposição mais básica. Quem é você, realmente? Como você sabe que isto é quem você é? Isso é verdade? Realmente? Quando você voltar sua atenção para a questão: “Quem sou eu?”, talvez você veja uma entidade que tem seu rosto e seu corpo. Mas quem está ciente desta entidade? Você é o objeto, ou você é a percepção do objeto? O objeto vem e vai. O pai, a criança, o amante, o abandonado, o iluminado, o vitorioso, o derrotado. Todas essas identificações vêm e vão.

A percepção dessas identificações está sempre presente. A identificação errada de si mesmo como algum objeto dentro da percepção leva a extremo prazer ou extrema dor e ciclos intermináveis de sofrimento. Quando você está disposto a parar a identificação errada e descobrir direta- e completamente que você é a própria percepção e não estas definições impermanentes, a busca por você mesmo nos pensamentos termina. Quando a pergunta “Quem?” é perseguida de forma inocente, pura, por todo o caminho de volta à sua origem, surge uma enorme e espantosa realização: Não há absolutamente nenhuma entidade ali! Há apenas o indefinível e ilimitado reconhecimento de si mesmo como inseparável de qualquer outra coisa. Você está livre. Você está completo. Você é infinito. Não há nenhum fundo em você, nenhum limite em você. Qualquer ideia sobre você aparece em você e desaparecerá de volta em você. Você é percepção, e percepção é consciência. Deixe todas as auto-definições morrer neste momento. Deixe todas ir, e veja o que resta. Veja o que nunca nasce e o que não morre. Sinta o alívio de se desfazer da carga de definir a si mesmo. Experiencie a efetiva não-realidade da carga. Experiencie a alegria que está aqui. Descanse na paz infinita de sua verdadeira natureza antes que qualquer pensamento de “eu” surja.”

Votos de luz,

Gustavo Mokusen.

O antinflamatório da vida

Ele pára. Nega-se a fluir com a natureza por pura desidentificação. Inflamam-se pensamentos,  espírito,  alma e, finalmente,  garganta. Pobre coitado! Mas, forte. A inércia é o que se apodera de um ser humano ao vislumbrar sua fraqueza . Não todo, mas algum, cansado. O tempo passa devagar e depressa.  Já não se sabe passando ou parado. E o danado é que, mesmo com ajuda, muitas vezes  se sente sozinho, parando e passado. É fio, assobio e passarinho.
A realidade de uma ilusão que pode nunca mais curar. Mesmo que ria, mesmo que chore. A inconveniência é, justamente, não constar o prazo de validade. E ele quer cortar o mal pela raiz. Chega de mentiras ou então, que se inflame. E busca, arqueado. E busca, esticado. Busca bêbado. Resmungando. Animado. Sonhando e faminto. Passa os dias a buscar. Às vezes acha que encontra. Depois, duvida. Onde estará ?
Contribuição de Thaís Cecília Silveira
Psicóloga – CRP:04/29306 Atriz – DRT: 6233

Atenção Sonhadora – parte I

Por Gislaine Maria D’Assumpção

Sonhar é um processo de despertar, de obter controle.

Na medida em que conseguimos maior controle sobre nossos sonhos, também aumentamos o controle sobre nossa atenção sonhadora.

A atenção sonhadora entra em ação ao ser chamada, quando recebe um objetivo. E isto é parecido com acordar.

Exercitar a atenção sonhadora é concentrá-la nos itens do sonho. Exercitá-la é o ponto essencial no sonhar.

Segundo Don Juan, a energia necessária para liberar a atenção sonhadora de sua prisão socializante (dos nossos condicionamentos) vem da redistribuição de nossa energia existente. Não temos como buscar energia numa fonte externa para reforçar nossa energia; o que temos a fazer é redistribuir nossa energia através de qualquer meio disponível.

Assim, para conseguir redistribuir nossa energia, o meio mais eficaz é “perder a auto-importância”. A maior parte de nossa energia vai para o sustento de nossa importância.

É infinita a nossa preocupação com a apresentação do Eu. Ao liberarmos nossa energia da tentativa de manter a idéia ilusória de grandeza, daríamos a nós mesmos energia suficiente para vislumbrar a grandeza real do universo.

O PONTO DE AGLUTINAÇÃO

É um ponto esférico de brilho intenso do tamanho de uma bola de tênis, localizada na altura das omoplatas. É um núcleo de luz e ao redor dele existe um halo, um brilho.A consciência e a percepção estão ligadas ao ponto de aglutinação e ao brilho que o rodeia.

Tudo na arte do sonhar e no controle dos sonhos está ligado ao ponto de aglutinação.

A razão é apenas um subproduto do posicionamento habitual do ponto de aglutinação. Assim, saber o que está acontecendo, ter a mente sadia, ter os pés no chão, são resultados da fixação do ponto de aglutinação em lugar habitual. Quanto mais rígido e estacionário, maior nosso sentimento de autoconfiança, maior nosso sentimento de conhecer o mundo, de poder prever.

A humanidade, por não saber que o ponto de aglutinação existe, é obrigada a tomar o subproduto de seu posicionamento habitual como algo definitivo e indiscutível.

A percepção humana é universalmente homogênea porque o ponto de aglutinação de toda a raça humana é fixado no mesmo local.

O poder que o mundo cotidiano tem sobre nós deve-se ao fato do nosso ponto de aglutinação estar imobilizado em ser posicionamento habitual. É essa imobilidade que torna nossa percepção do mundo tão envolvente e poderoso a ponto de não podermos escapar dele.

Veja o que acontece conosco no mundo da vida cotidiana: estamos aqui, e a fixação do ponto de aglutinação é tão poderosa que nos fez esquecer de onde viemos e qual é o objetivo de estarmos aqui.

O SONHAR E PONTO DE AGLUTINAÇÃO

O ponto de aglutinação se desloca facilmente durante o sono e os sonhos estão totalmente associados a esse deslocamento. Quanto maior deslocamento, mais incomum é o sonho e vice-versa.

Sonhar é uma arte sofisticada. É a arte de deslocar à vontade o ponto de aglutinação com objetivo de ampliar o âmbito do que pode ser percebido. Isto é, ampliar a nossa consciência.

O sonho é uma abertura para outras esferas de percepção.

Sonhar nos dá fluidez para entrar em outros universos.

Sonhar é uma jornada de dimensões impensáveis, uma jornada que, depois de nos fazer perceber tudo que podemos perceber humanamente, faz com que o ponto de aglutinação salte para fora do domínio humano e perceba o inconcebível.

O sonhar exige toda a energia disponível. Se houver preocupação profunda em sua vida, não existe possibilidade de sonhar.

Estar preocupado significa que todas as nossas fontes de energia foram esgotadas.

Referência Bibliográfica:

Castaneda,C. – A Arte de Sonhar – Rio de Janeiro, Ed.Record,1983.

Castaneda,C. – O Presente da Águia.Rio de Janeiro, Ed. Record,1981.