A mente iluminada e o A4 na Universidade Gama Filho

Compartilhando com vocês um artigo publicado ontem no site do CAD (Centro de Atualização em Direito) sobre os quatro aspectos da mente iluminada e o sistema A4. O CAD é uma instituição parceira da Universidade Gama Filho e o link da matéria é: http://www.cadireito.com.br/noticias/todas/791-os-quatro-aspectos-da-mente-iluminada

Com votos de luz,

Gustavo Mokusen.

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A mente diamante e o sistema A4

Prezados leitores do ALD, vamos hoje falar um pouco sobre gestão pessoal.

Após muitos anos trabalhando para encontrar uma forma de organizar os pilares do gerenciamento pessoal em um sistema coerente que somasse a milenar sabedoria oriental com as modernas técnicas de gestão estratégica, finalmente cheguei ao resultado que batizei como sistema “A4” e que gostaria hoje de apresentar a vocês. Esse sistema, que tem uma metodologia de funcionamento específica, pode ser aplicado para o aperfeiçoamento individual em praticamente qualquer área, para a gestão pessoal e para administração da maior parte das situações críticas.

O sistema se chama A4 porque ele se apóia em 4 aspectos, e todos começam com a letra “A” em português. Os aspectos são: Atenção plena, Ação não reativa, Administraçao de pontos críticos e Autoconhecimento (ou Aperfeiçoamento pela prática).

Estes são também os quatro aspectos da mente iluminada, que é aquela mente capaz de cortar medos, angústias, ilusões, sofrimentos, e assim é livre para realizar o seu próprio caminho. A questão da realização do caminho é de suma importância, pois sempre haverá conflito e perturbação interior quando fugimos da nossa direção e não nos tornamos aquilo que somos. Por isso, essa mente funciona como a espada afiada de um samurai que corta perfeitamente em um só golpe qualquer obstáculo mental, sem dúvidas ou vacilos. Com o olhar firme, o samurai maneja sua espada com reverência e respeito, sabendo que ela é um prolongamento da sua mente iluminada, de seu espírito, assim como tudo o que o cerca.

A mente iluminada é chamada também de mente diamante. O diamante é a substância mais dura que existe na natureza, de elevadíssima estabilidade estrutural, e isso lhe dá a propriedade de riscar todas as outras substâncias e jamais ser riscado; ele também possui uma formação molecular chamada tetraédrica que é a mais estável possível, onde seus átomos estão organizados em forma de pirâmides de quatro faces, e é por isso que dizemos que a mente iluminada possui quatro aspectos fundamentais.

Então o sistema de gestão pessoal A4 contempla o cultivo da mente diamante, ou mente iluminada, como base de transformação, e combina a isso técnicas gerenciais objetivas como plano de ação, assertividade e fluxograma de processos para administrar o cenário que se apresenta.

Ao contrário de outros modelos de gestão, o A4 primeiro organiza o indivíduo por dentro, e depois parte para as metas e objetivos externos. Na verdade, é impossível até mesmo estabelecer metas sem essa organização anterior. O A4 definitivamente não é algo que vem de fora para dentro.

Abaixo eu compartilho um vídeo de apenas 2 minutos, mas muito inspirador, que encontrei ao acaso e que coincidentemente mostra os quatro princípios do A4. Nesta belíssima animação você pode identificar todos os “As” que eu citei acima. Não esqueça de aumentar o volume:

E aí? Conseguiu perceber a atenção, ação, administração e autoconhecimento?

O interessante é que, com o passar do tempo, eu fui percebendo que era possível aplicar o A4 para melhorar relações interpessoais, gerenciar a carreira profissional, aumentar o desempenho em atividades de interesse, resolver conflitos  emocionais, intensificar o treinamento espiritual, equilibrar a vida financeira e praticamente para administrar a maior parte das situações críticas que pode ocorrer.

Não, o A4 não é milagroso e nem uma fórmula mágica, pois eu disse que é possível aplicá-lo. Mas isso vai demandar muito trabalho interior, não se engane. Como esse método vem de dentro pra fora, sem a sua participação ativa nada funciona. Você possui uma mente diamante natural, mas ela precisa ser lapidada para brilhar e cortar.

Nós vamos falar mais sobre o A4 por aqui. Tem alguma dúvida? Mande para nós: questoes@aluzdodia.com

Com votos de luz,

Gustavo Mokusen. 

Sem medo de baratas

Depois do primeiro post no ALD eu recebi várias mensagens positivas e construtivas das pessoas, e eu queria aqui agradecer a todos vocês. Um email interessante que recebi de um amigo dizia que “o mundo é um palco para nossas atuações”, esse amigo é músico e eu achei muito interessante essa afirmação dele, essa analogia. No palco temos que improvisar, criar, encantar; é lá que nos mostramos, nossos talentos, nossas fraquezas. E quem nunca sentiu medo de subir e ficar exposto frente aos holofotes? Eu mesmo morria de medo de me apresentar nas audições quando era estudante de violino na UEMG, vinha aquela tremedeira, aquela suadeira na mão na hora de fazer os exames na frente dos professores. Teve uma vez que, para piorar ainda mais a situação, pousou um passarinho na janela da sala onde acontecia a prova e começou a cantar alto, e eu olhei para o pianista que me acompanhava e comecei a me desconcentrar, comecei a desafinar feio, e quanto mais eu errava mais alto o danado do passarinho cantava, hahahahaha, hoje eu dou risadas, mas naquele momento eu me senti muito mal porque todo o trabalho de ensaio de 4 meses tinha ido pro ralo. Por isso eu gostaria de falar hoje um pouco sobre essa emoção que é o medo.    

Acho que podemos dividir a população do mundo em dois grandes grupos básicos: aqueles que têm medo de baratas e os que têm medo de outra coisa qualquer. Claro, tem também aqueles que pertencem aos dois grupos. O medo é uma emoção natural do ser humano. Isso significa que ele faz parte da nossa natureza, e é normal sentir medo de alguma coisa. Porém, isso não significa que não podemos nos libertar deles. Eu particularmente confesso que sofri de pânico de barata por muito tempo, e eu não conseguia entender porque aquela criatura me causava tamanho mal estar. A primeira coisa que tratei de fazer foram perguntas chave como “como isso pode me assustar tanto??” ou “qual o meu medo, especificamente?”. Eu não sei se vocês percebem a força que esse tipo de pergunta traz, que eu chamo de perguntas de perfuração porque elas investigam a raiz de cada situação. Investigar a raiz dos seus medos é geralmente o primeiro passo para se tornar livre deles.

Daí eu me lembrei de um detalhe interessante da minha infância: é que eu sou de família antiga, daquelas numerosas, e acontece que várias vezes eu testemunhei minhas 5 irmãs (das quais 4 são mais velhas que eu) em completo ataque histérico quando uma barata aparecia lá em casa, geralmente minhas irmãs gritando e correndo acuadas num canto qualquer, vassoura na mão, e o inseto mais louco ainda, rodopiando para sair fora das vassouradas, isso quando não era barata voadora que ficava zangada e saia pro ataque aéreo, meu Deus, imaginem o impacto que isso causava num menino de 4 anos de idade. E a cena final era mais clássica ainda: berreiro do “mata, mata!”, o monstro esmagado no chão, perninhas agonizando nos últimos minutos antes de ser varrido, e o mundo então se tornava mais limpo e salvo daquela coisa que perturbava a paz e a ordem da minha casa.

Foi então que eu entendi que, na verdade, eu tinha aprendido a sentir aquele medo. E era um medo ilusório, pois não havia nenhum fundamento concreto nele – no máximo, asco ou repulsa. O ser humano é o bicho que aprende, e nada mais normal do que aprender emoções e sentimentos também. Isso parece simples, mas na verdade é uma constatação muito poderosa: aprendemos a maior parte dos medos que trazemos, assim como outras emoções.

A partir daí, quando comecei a ver e a entender a origem, a causa que impulsionava a minha reatividade, o meu medo foi perdendo força. O medo opera através da obscuridade, o que significa dizer que o mecanismo do medo ilusório é o mecanismo da ausência de luz, da ignorância no sentido de não saber. Não vamos confundir medo ilusório com prudência; eu sei exatamente como funciona um pára-quedas, mas sinto frio na barriga pra saltar e sou prudente o suficiente para puxar a corda no momento em que a altitude mínima de segurança é atingida.

Boa parte das nossas emoções é aprendida ou apreendida, são repassadas a nós em nosso contexto cultural, familiar e social que vivemos. Uma considerável fatia da nossa vida diz respeito a essas heranças; entendê-las, compreendê-las é o primeiro passo para desarmar o mecanismo da reatividade e ficar mais livre para subir no palco da vida com mais confiança, com mais conforto. E isso pode ser uma experiência muito gratificante.

E você? Tem algum medo do qual gostaria ter mais entendimento? Envie um email, vamos criar perguntas de perfuração para eles.

Com votos de luz,

Gustavo Mokusen.

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