Como anda seu equilíbrio emocional?

É reconhecido que o bem estar coletivo está intimamente interligado com o equilíbrio emocional individual, posto que uma pessoa emocionalmente equilibrada atua como agente multiplicador de sua qualidade emocional no ambiente em que vive. Gostaria de apresentar alguns dos principais indicadores, habilidades e competências de uma vida emocionalmente equilibrada:

Autoconsciência: é sua capacidade de observar-se e reconhecer os próprios sentimentos, emoções, pensamentos e reações com fidedignidade, sem aumentar ou diminuir; dar-se conta de suas ações e conhecer as conseqüências delas; saber se uma ação está sendo governada por pensamento, emoção ou sentimento.

Flexibilidade emocional: é a habilidade de monitorar a “conversa consigo mesmo” para compreender o que está por trás de uma emoção e encontrar meios de lidar habilmente com medos e ansiedades, raiva e tristeza.

Regulação do estresse: Realizar exercícios e métodos de relaxamento, principalmente os que envolvem respiração. Uma mudança emocional sempre é acompanhada de uma mudança no ritmo da respiração.

Empatia: inclui o famoso “se colocar no lugar do outro”, compreender seus sentimentos e preocupações e adotar a perspectiva deles; reconhecer as diferenças no modo como as pessoas se sentem em relação a fatos e comportamentos.

Comunicações eficientes: Saber falar efetivamente de sentimentos sem ira ou raiva, tornando-se um bom ouvinte e perguntador; diferenciar entre o que alguém faz ou diz e suas próprias reações ou julgamento a respeito.

Intuição aguçada: Cultivar e estar sensível e aberto para a “voz interior” que nos põe em comunicação direta com as coisas ao redor.

Aceitar a si mesmo: Alegrar-se consigo mesmo e ver-se numa perspectiva positiva; reconhecer suas forças e fraquezas sendo capaz de rir de si mesmo. Compreende também aceitar nossos sentimentos e emoções, porém ser se tornar acomodado com eles quando necessitam de uma mudança.

Responsabilidade pessoal: Assumir responsabilidades e reconhecer as conseqüências de suas decisões e ações, indo até o fim nos compromissos.

Inteligência social: É a habilidade de reconhecer a importância do bem estar coletivo e trabalhar por ela através da prática de bons relacionamentos, deixando de lado o egoísmo e emoções autocentradas.

Solução de conflitos: Deixar de fugir ou de alimentar os conflitos, jogando limpo com outras pessoas na busca de soluções pacíficas, negociando com elas da melhor forma e abandonando os rótulos “vencer” e “perder”.

E aí, quais são seus pontos fortes e fracos, onde você tem mais dificuldade ou facilidade? E o principal: você sabia que todos estes indicadores, habilidades e competências podem ser trabalhados, você sabia que eles podem melhorar? Sim, é como treinar o equilíbrio em uma corda bamba – existem exercícios, técnicas e treinamento específico para melhorar nosso padrão emocional. Não se esqueça que o ser humano é um ser que, por natureza básica, aprende e reaprende.

Envie um email e me conte como anda seu equilíbrio emocional e suas dificuldades: contribuicao@aluzdodia.com

Votos de luz e equilíbrio,

Gustavo Mokusen

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A fala tem poder, a escuta também

A comunicação interpessoal bem feita, transparente e eficiente é uma arte, é uma das poderosas ferramentas da Inteligência Social, capaz de promover a negociação de conflitos, o estabelecimento mútuo de acordos e metas, o entendimento de perspectivas diferentes e o cultivo da convivência pacificada. Palavras têm poder e podem curar, podem ajudar; para isso ocorrer, o exercício da escuta é igualmente necessário.

O primeiro aspecto de uma comunicação interpessoal eficiente é, assim, saber escutar. Hoje em dia existem diversos cursos de oratória, todo mundo quer falar, quer desabafar; com isso, a conseqüência é que a demanda de ter bons ouvidos é essencial para não bloquear a comunicação, que sempre deve ser um canal que transmite em duas direções. É importante saber falar, mas é mais importante saber escutar. Deveríamos freqüentar mais cursos de “escutatória”, se é que isso existe, e se não existe vou até criar um (rsrsrs…). Então a questão fundamental é que, para me comunicar bem, o primeiro passo é entender a língua na qual meu interlocutor fala e o que está sendo falado. É uma linguagem emocional? Formal? O que sua fala traz? Aquilo que está sendo dito está claro pra mim? Se conseguirmos discernir estes pontos, então já é o começo da comunicação.

Escute com atenção. Muitos fingem escutar e soltam aqueles típicos “ahan…” ou “ah, sei…”, mas, enquanto isso, já estão maquinando o que vão dizer para “pegar” o outro na próxima jogada. Não se trata de um jogo, ninguém irá perder ou ganhar sozinho. Ou os dois ganham ou os dois perdem. Não se trata de discutir e defender pontos de vista como se fosse uma guerra, porque quando fazemos isso não estamos comprometidos com a verdade, mas sim estamos comprometidos em ganhar a discussão, e isso não traz nenhum crescimento para ninguém. A discussão é inútil, ninguém ganha.

Continue ouvindo. Evite interromper constantemente seu interlocutor. Deixe que ele esvazie seu conteúdo, às vezes as pessoas estão transbordando e precisam dar vazão a este conteúdo. Você não vai conseguir colocar mais chá numa xícara que está cheia. Se a pessoa fugir do assunto ou apresentar algum ponto contraditório ou obscuro em seu discurso, não ataque, não critique. Isso jamais funcionou. Ao invés, use a técnica da “retificação subjetiva”: faça uma pergunta retificadora do tipo “mas como é isso mesmo?” ou “eu não entendi bem, pode me explicar de novo?” e deixe que ele mesmo reformule o ponto.

Aguce seus ouvidos. Sempre há um momento propício para você começar a falar, geralmente há uma pausa respiratória no diálogo que significa ser um momento em que seu interlocutor está menos tenso. Este é o ponto propício, mas lembre-se de verter sua fala com delicadeza e precisão como se estivesse colocando chá em uma xícara de porcelana delicada. Não exceda o limite da borda, não verta rápido demais, lembre-se sempre que o volume vertido e a velocidade de vazão devem ser respeitados. Muitas vezes poucas palavras causam mais efeito do que uma enxurrada delas.

Seja claro no que disser, e certifique-se de que foi entendido. Esse é um ponto crítico, pois cada um entende de acordo com sua própria linguagem interna: pergunte a um alemão que som faz um cachorro latindo e ele responderá “wolf, wolf”. Isso é sério, o “au, au” é só em português. Mas não tente fazer o outro mudar de opinião ou a aceitar suas convicções; não gaste energia com isso, pois não depende de você. Se for o caso, isso acontece naturalmente, sem violência ou uso de força.

A comunicação tem mais a ver com se colocar no lugar do outro e tentar entender como ele vê o mundo. Apenas quando entendo o outro é que tenho uma chance de colocar o que necessito dizer com igual entendimento e aceitação. E quando o outro se sente entendido, a confiança na comunicação aumenta. Saber falar é saber escutar.

Votos de luz aos ouvidos,

Gustavo Mokusen. 

Antes de pensar em ganhar, melhor tentar deixar de perder

Por Allyson Bastos

Quando se pensa em alcançar a independência financeira, é comum despender maiores esforços na busca por maneiras de aumentar os ganhos. Tudo bem, desde que a busca por tais ganhos não se torne a razão de ser de nossas vidas, consumindo todo o nosso tempo e energia.

Penso que o primeiro passo a ser dado na jornada pelo equilíbrio financeiro, todavia, é a identificação das nossas próprias fraquezas, dos ralos por onde nosso dinheiro escoa, das práticas que corriqueiramente acarretam perdas.

Multas de trânsito freqüentes, academias que são pagas mas não freqüentadas, comida comprada em excesso e que depois vai para a lata de lixo, cupons de compras coletivas que não são usados… É vasto nosso repertório de desperdício de dinheiro, e eu mesmo ainda me surpreendo transitando por uma das situações que acabei de citar. Pense bem: uma multa de trânsito de R$ 80,00, mais R$100,00 da academia não freqüentada e R$30,00 de comida desperdiçada somam R$210,00. Geralmente incorremos nesse tipo de prejuízo sem nos darmos conta.

Mas se pensarmos que essa mesma quantia de pouco mais de duzentos reais aplicada mensalmente na caderneta de poupança (que é um dos investimentos mais conservadores à disposição da população), ao final de 15 anos constituiria um capital de cerca de R$71.800,00 (ou cerca de R$90.000,00, em aplicações um pouco mais rentáveis, como Títulos Públicos), temos uma noção mais próxima da dimensão que os pequenos desperdícios adquirem no longo prazo.

Evitar essas pequenas perdas por alguns anos pode garantir que, em um futuro não tão distante, pelo menos parte de nossas despesas possam ser custeadas de maneira passiva, sem necessidade do salário. Desse modo, torna-se possível mudar o significado do trabalho em nossas vidas, de simples “ganha pão”, para fonte de auto-realização e instrumento de bem-estar para a sociedade. E acredite: há uma grande chance de sua vida profissional se tornar mais produtiva e mais prazerosa à medida que seu salário se torna desnecessário para o sustento de suas necessidades básicas.

O desperdício, portanto, é uma praga que corrói dia após dia possibilidades de concretizar sonhos. Nossos e dos outros. Imagine o efeito positivo que esses mesmos trocados desperdiçados fariam na vida daqueles que mal têm o que comer… ou daqueles que não chegam a se tornar gênios da ciência, ou das artes, simplesmente por não terem condições materiais mínimas para acionar o gatilho do desenvolvimento de suas aptidões.

Evitar o desperdício, mais do que uma prática para impulsionar o desenvolvimento pessoal, é questão de responsabilidade social. É preciso, pois, desaprender práticas viciadas, condutas inconscientes que desagregam e que nos mantêm afastados de nossas potencialidades.

E não basta que o desperdício seja combatido apenas em seu aspecto financeiro. A vida deve ser desenvolvida por inteiro. Podemos ter incríveis qualidades pessoais e profissionais, mas se não imprimirmos humanidade, compaixão, respeito e sentido ao modo com o qual nos relacionamos com o mundo, pode ser que o resultado da soma dê negativo. E energia gasta com aquilo que não engrandece, também é desperdício.

O caminho para a prosperidade, portanto, talvez comece por aí: aprender a transformar nossas perdas em ganhos e a evitar a autosabotagem que anula aquilo que de bom construímos ou tentamos construir em nossas vidas.

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