A mente diamante e o sistema A4

Prezados leitores do ALD, vamos hoje falar um pouco sobre gestão pessoal.

Após muitos anos trabalhando para encontrar uma forma de organizar os pilares do gerenciamento pessoal em um sistema coerente que somasse a milenar sabedoria oriental com as modernas técnicas de gestão estratégica, finalmente cheguei ao resultado que batizei como sistema “A4” e que gostaria hoje de apresentar a vocês. Esse sistema, que tem uma metodologia de funcionamento específica, pode ser aplicado para o aperfeiçoamento individual em praticamente qualquer área, para a gestão pessoal e para administração da maior parte das situações críticas.

O sistema se chama A4 porque ele se apóia em 4 aspectos, e todos começam com a letra “A” em português. Os aspectos são: Atenção plena, Ação não reativa, Administraçao de pontos críticos e Autoconhecimento (ou Aperfeiçoamento pela prática).

Estes são também os quatro aspectos da mente iluminada, que é aquela mente capaz de cortar medos, angústias, ilusões, sofrimentos, e assim é livre para realizar o seu próprio caminho. A questão da realização do caminho é de suma importância, pois sempre haverá conflito e perturbação interior quando fugimos da nossa direção e não nos tornamos aquilo que somos. Por isso, essa mente funciona como a espada afiada de um samurai que corta perfeitamente em um só golpe qualquer obstáculo mental, sem dúvidas ou vacilos. Com o olhar firme, o samurai maneja sua espada com reverência e respeito, sabendo que ela é um prolongamento da sua mente iluminada, de seu espírito, assim como tudo o que o cerca.

A mente iluminada é chamada também de mente diamante. O diamante é a substância mais dura que existe na natureza, de elevadíssima estabilidade estrutural, e isso lhe dá a propriedade de riscar todas as outras substâncias e jamais ser riscado; ele também possui uma formação molecular chamada tetraédrica que é a mais estável possível, onde seus átomos estão organizados em forma de pirâmides de quatro faces, e é por isso que dizemos que a mente iluminada possui quatro aspectos fundamentais.

Então o sistema de gestão pessoal A4 contempla o cultivo da mente diamante, ou mente iluminada, como base de transformação, e combina a isso técnicas gerenciais objetivas como plano de ação, assertividade e fluxograma de processos para administrar o cenário que se apresenta.

Ao contrário de outros modelos de gestão, o A4 primeiro organiza o indivíduo por dentro, e depois parte para as metas e objetivos externos. Na verdade, é impossível até mesmo estabelecer metas sem essa organização anterior. O A4 definitivamente não é algo que vem de fora para dentro.

Abaixo eu compartilho um vídeo de apenas 2 minutos, mas muito inspirador, que encontrei ao acaso e que coincidentemente mostra os quatro princípios do A4. Nesta belíssima animação você pode identificar todos os “As” que eu citei acima. Não esqueça de aumentar o volume:

E aí? Conseguiu perceber a atenção, ação, administração e autoconhecimento?

O interessante é que, com o passar do tempo, eu fui percebendo que era possível aplicar o A4 para melhorar relações interpessoais, gerenciar a carreira profissional, aumentar o desempenho em atividades de interesse, resolver conflitos  emocionais, intensificar o treinamento espiritual, equilibrar a vida financeira e praticamente para administrar a maior parte das situações críticas que pode ocorrer.

Não, o A4 não é milagroso e nem uma fórmula mágica, pois eu disse que é possível aplicá-lo. Mas isso vai demandar muito trabalho interior, não se engane. Como esse método vem de dentro pra fora, sem a sua participação ativa nada funciona. Você possui uma mente diamante natural, mas ela precisa ser lapidada para brilhar e cortar.

Nós vamos falar mais sobre o A4 por aqui. Tem alguma dúvida? Mande para nós: questoes@aluzdodia.com

Com votos de luz,

Gustavo Mokusen. 

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Sem medo de baratas

Depois do primeiro post no ALD eu recebi várias mensagens positivas e construtivas das pessoas, e eu queria aqui agradecer a todos vocês. Um email interessante que recebi de um amigo dizia que “o mundo é um palco para nossas atuações”, esse amigo é músico e eu achei muito interessante essa afirmação dele, essa analogia. No palco temos que improvisar, criar, encantar; é lá que nos mostramos, nossos talentos, nossas fraquezas. E quem nunca sentiu medo de subir e ficar exposto frente aos holofotes? Eu mesmo morria de medo de me apresentar nas audições quando era estudante de violino na UEMG, vinha aquela tremedeira, aquela suadeira na mão na hora de fazer os exames na frente dos professores. Teve uma vez que, para piorar ainda mais a situação, pousou um passarinho na janela da sala onde acontecia a prova e começou a cantar alto, e eu olhei para o pianista que me acompanhava e comecei a me desconcentrar, comecei a desafinar feio, e quanto mais eu errava mais alto o danado do passarinho cantava, hahahahaha, hoje eu dou risadas, mas naquele momento eu me senti muito mal porque todo o trabalho de ensaio de 4 meses tinha ido pro ralo. Por isso eu gostaria de falar hoje um pouco sobre essa emoção que é o medo.    

Acho que podemos dividir a população do mundo em dois grandes grupos básicos: aqueles que têm medo de baratas e os que têm medo de outra coisa qualquer. Claro, tem também aqueles que pertencem aos dois grupos. O medo é uma emoção natural do ser humano. Isso significa que ele faz parte da nossa natureza, e é normal sentir medo de alguma coisa. Porém, isso não significa que não podemos nos libertar deles. Eu particularmente confesso que sofri de pânico de barata por muito tempo, e eu não conseguia entender porque aquela criatura me causava tamanho mal estar. A primeira coisa que tratei de fazer foram perguntas chave como “como isso pode me assustar tanto??” ou “qual o meu medo, especificamente?”. Eu não sei se vocês percebem a força que esse tipo de pergunta traz, que eu chamo de perguntas de perfuração porque elas investigam a raiz de cada situação. Investigar a raiz dos seus medos é geralmente o primeiro passo para se tornar livre deles.

Daí eu me lembrei de um detalhe interessante da minha infância: é que eu sou de família antiga, daquelas numerosas, e acontece que várias vezes eu testemunhei minhas 5 irmãs (das quais 4 são mais velhas que eu) em completo ataque histérico quando uma barata aparecia lá em casa, geralmente minhas irmãs gritando e correndo acuadas num canto qualquer, vassoura na mão, e o inseto mais louco ainda, rodopiando para sair fora das vassouradas, isso quando não era barata voadora que ficava zangada e saia pro ataque aéreo, meu Deus, imaginem o impacto que isso causava num menino de 4 anos de idade. E a cena final era mais clássica ainda: berreiro do “mata, mata!”, o monstro esmagado no chão, perninhas agonizando nos últimos minutos antes de ser varrido, e o mundo então se tornava mais limpo e salvo daquela coisa que perturbava a paz e a ordem da minha casa.

Foi então que eu entendi que, na verdade, eu tinha aprendido a sentir aquele medo. E era um medo ilusório, pois não havia nenhum fundamento concreto nele – no máximo, asco ou repulsa. O ser humano é o bicho que aprende, e nada mais normal do que aprender emoções e sentimentos também. Isso parece simples, mas na verdade é uma constatação muito poderosa: aprendemos a maior parte dos medos que trazemos, assim como outras emoções.

A partir daí, quando comecei a ver e a entender a origem, a causa que impulsionava a minha reatividade, o meu medo foi perdendo força. O medo opera através da obscuridade, o que significa dizer que o mecanismo do medo ilusório é o mecanismo da ausência de luz, da ignorância no sentido de não saber. Não vamos confundir medo ilusório com prudência; eu sei exatamente como funciona um pára-quedas, mas sinto frio na barriga pra saltar e sou prudente o suficiente para puxar a corda no momento em que a altitude mínima de segurança é atingida.

Boa parte das nossas emoções é aprendida ou apreendida, são repassadas a nós em nosso contexto cultural, familiar e social que vivemos. Uma considerável fatia da nossa vida diz respeito a essas heranças; entendê-las, compreendê-las é o primeiro passo para desarmar o mecanismo da reatividade e ficar mais livre para subir no palco da vida com mais confiança, com mais conforto. E isso pode ser uma experiência muito gratificante.

E você? Tem algum medo do qual gostaria ter mais entendimento? Envie um email, vamos criar perguntas de perfuração para eles.

Com votos de luz,

Gustavo Mokusen.

A luz que não se apaga

Este é o primeiro post que inaugura o ALD. No dia de hoje, primeiro de janeiro de 2012 e também primeiro dia da primeira lua crescente do ano, eu gostaria de falar sobre uma luz muito poderosa – uma luz que nunca se apaga e, além disso, uma luz que não produz sombras.

Dizem que há muito tempo atrás existia uma ciência secreta chamada alquimia, e que os alquimistas eram aqueles homens que buscavam transformar metais brutos em ouro puro. Então, a alquimia seria essa ciência da transformação de coisas vulgares em coisas raras. Eu não sei se isso realmente aconteceu, se esses homens conseguiram a proeza de transformar metais comuns em ouro, mas o fato é que a questão da alquimia sempre representou uma excelente metáfora para outra transformação que o homem sempre, sempre buscou: a transformação interior dos sentimentos obscuros e emoções grosseiras em consciência elevada e iluminada. Acredito que, quando os antigos falavam em transformar substâncias em ouro, eles estavam se referindo indiretamente a outra grande arte, a arte da transmutação mental, a partir da qual o verdadeiro alquimista conseguiria transmutar toda energia desqualificada em uma força construtiva e positiva. Interessante é que os alquimistas muitas vezes usavam representações simbólicas: por exemplo, o ouro era representado também como o planeta Sol. Isso porque o calor e a luz do fogo eram vistos como elementos fundamentais no processo de alquimia, sem os quais não havia possibilidade de transformação. Nesta perspectiva, a verdadeira transmutação alquímica representava uma transformação interior de consciência. Transformar em ouro, depurar, transmutar, luzir, iluminar.

Estamos em plena era das grandes transformações. Mudanças sérias estão ocorrendo no planeta, na nossa sociedade, no nosso estilo de vida. Nada mais parece permanecer por muito tempo em situação estática, a velocidade das transformações é cada vez maior e em grau de complexidade crescente. Para incrementar, a abrangência e o impacto de qualquer transformação é hoje global. A mudança é, assim, uma necessidade, uma ordem.

O mundo é mudança em si. Mundança. Mundo que dança.

Eu gostaria de lhe dizer agora, caro leitor, duas coisas bem realistas. Primeiro: voce não pode mudar o mundo inteiro a seu gosto, do jeito que você quer, e nem fazer a dança parar. A música continuará a tocar, com ou sem seu consentimento. Segundo: você tem o poder de mudar a si mesmo. Você pode mudar e aprender o ritmo, e aprendendo o ritmo você pode dançar bem, pode até mesmo improvisar e criar movimentos que podem impressionar. Você pode fazer isso explorando o melhor de si mesmo.

Você pode fazer assim porque dentro de cada um de nós existe um laboratório de alquimia muito poderoso e capaz de transmutar crenças, sentimentos, percepções e atitudes. Nesse laboratório há um fogo aceso emitindo uma luz de transformação que nunca se apaga, e essa luz é a nossa consciência existencial, nossa natureza iluminada que arde a vida toda. Essa natureza iluminada é que permite a você todo tipo de experiência, compreensão e ação neste mundo, é a capacidade humana de apreender; ela nasceu com você, mas é anterior a isso, pertence ao Universo, e por isso não irá se apagar ou se extinguir com a morte do corpo. De fato, o que acontece antes ou depois  da nossa existência atual é difícil de saber, mas aquilo que você decide fazer com essa luz neste momento é o que  importa para você e para as pessoas que te cercam, e isso é de sua única responsabilidade. Essa luz, misteriosamente, também não produz sombras, pois tudo o que existe no Universo pode ser abarcado dentro dessa expansão da consciência; não há efeitos colaterais em seu uso.

Os alquimistas estavam certo: é possível transmutar a consciência usando essa luz.

A grande e poderosa pergunta que quero lhe fazer agora é: como você tem usado sua natureza iluminada, sua luz interior? Tentando transmutar pedra em ouro, isto é, o mundo externo, ou trabalhando na transformação da sua própria consciência? Gandhi dizia que devemos ser a mudança que queremos ver no mundo. Isso significa que melhor e mais eficiente do que tentar mudar aquele chefe mal humorado ou a sogra que não pára de dar palpite é transformar a nossa perspectiva sobre eles e desenvolver uma postura mais positiva, mais construtiva diante dos desafios que temos em nossas vidas.

Mais um ano novo se inicia, e eu não quero apenas desejar-lhe um 2012 cheio de paz, alegria, saúde, prosperidade e sabedoria. Eu sinceramente gostaria de ir além e lhe fazer um convite: o de construir tudo isso a partir de uma transmutação interior diária, efetiva, realista, para que possamos esperar menos e agir mais por nossas bençãos e iluminações. Para que possamos culpar menos o mundo pelos problemas que temos e começar a construir a realidade que desejamos viver.

Eu gostaria de lhe convidar para ser coautor do mundo. A partir de dentro, usando a luz que nunca se apaga.

Em todos os dias deste ano que se inicia o projeto ALD estará mantendo acesa a chama do autoconhecimento, do equilíbrio emocional, da gestão pessoal e estratégica, da negociação de conflitos; estará cultivando a inteligência espiritual, a liderança, a alquimia interior e a filosofia da ação. E eu lhe convido a participar e compartilhar disso tudo, trazendo a sua própria luz pessoal para o ALD, dividindo com todos nós o que há de melhor em você. Seja muito benvindo!

Você nunca irá saber exatamente quais serão os resultados de uma mudança que decide realizar em sua vida; mas se você continuar a agir da mesma forma como sempre fez, nada de novo acontecerá.

Seja luz em seu próprio dia.

Com votos de Iluminação,

Gustavo Mokusen.

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