Ilumine sua criatividade

Por Shan Zimmerman

É impossível escrever páginas matinais por um período de tempo prolongado sem entrar em contato com uma poderosa energia interior.” Julia Cameron, criadora das Páginas da Manhã

TENTE ISSO:

Todas as manhãs abra um bloco de anotações ou um caderno e começe a escrever.

Três páginas.

Continue a escrever até você tenha escrito três páginas.

Pontuação, ortografia e gramática não são importantes.

 Ninguém vai ler suas três páginas.

Basta escrever.

Mantenha sua mão movendo-se através da página.

Escreva o que vem em sua mente. Escreva seus pensamentos negativos.

Escreva sobre suas inseguranças.

 Escreva sobre o AMOR.

 Se você não tem nada para escrever, escreva sobre isso.

Não existe uma forma errada de escrever.

Só escreva. Constantemente. Três páginas.

DIÁRIAS.

 Escreva todas as manhãs em que começa o seu dia.

POR QUÊ?

Somos pessoas criativas – todos nós – e cada um manifesta essa criatividade de forma única.  Usamos a criatividade quando imaginamos construir nossas VIDAS. E quando tomamos ações a partir dessa criatividade, alinhamos o mundo que existe fora de nós com a nossa intenção interior.

No entanto, nosso acesso a essa criatividade é muitas vezes… bloqueado. A criatividade torna-se dispersa, esperando pacientemente enquanto o passado, presente e o futuro lutam para ganhar a posição principal em sua mente. Quando isto acontece, agimos a partir de um lugar de confusão.

Esta é sua chance.

Esta é sua chance de libertar todos os passados, presentes e futuros…

Então, sua criatividade poderá respirar.

Assim, você poderá se conectar com sua intenção.

Muitas vezes somos vítimas de nosso próprio perfeccionismo interior. Esse perfeccionismo ataca a nossa criatividade e opta por aquilo que é seguro, por aquilo que já sabemos. Deixe que o perfeccionismo fale e saia em sua escrita. Enquanto escrevemos, nós nos movemos para além do nosso perfeccionismo, medo, e negatividade e vamos encontrar nosso próprio centro calmo, o lugar onde nós ouvimos a voz delicada que é ao mesmo tempo nossa e do Universo, a nossa intenção.

Este processo irá lhe dar uma visão nova e valiosa em sua vida. Eu convido você a escrever três páginas, todas as manhãs durante três semanas e, por favor, compartilhe conosco o que você está descobrindo.

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Relacionamentos e ajuda

“Querido Gustavo,
Parabéns por A luz do Dia, está muito bom !
Gostaria de discutir um pouco sobre este texto, “A mente e a Cartola Mágica”. Sabe, tenho trabalhado em atendimentos de urgência a pessoas que buscam o autoextermínio como saída para seus problemas. E fiquei pensando na história do toco de madeira. É aquilo ali, mas… e a doença? Tenho acompanhado muitos casos onde a medicalização tem apagado, me parece, a capacidade criativa, ou melhor, a má administração desta medicação bem como um sistema ainda muito falho na saúde. Contudo, ela também é necessária muitas vezes. E no meio disso, desse sistema que se transforma devagar, a urgência de uma angústia ali na sua frente. Muitas vezes só resta um olhar, um olhar de encontro com aquela pessoa na minha frente. É isso que sobra ao esculpir aquele momento. E pode ser transformador. Entretanto, em tão curto tempo, é realmente possível ajudar alguém doente a ver a mente como uma cartola mágica?  Me parece tão raro. Mas não deveria ser, se esta é a natureza das coisas…fico confusa.”
Excelente questão. Sim, no mundo temos tocos de madeira, mas também temos granito, mármore, plástico, ouro, bronze… e tem argila, tem barro, tem cerâmica… Você vai usar a mesma técnica, vai empregar sempre o martelo e talhadeira para qualquer matéria prima? Não, você não pode fazer sempre a mesma coisa em situações e condições diferentes, sob o risco de perder a oportunidade que tem nas mãos ou mesmo danificar seu precioso material. Essa é a arte dos relacionamentos. E, além disso, há outro ponto. Às vezes podemos mostrar como a cartola mágica funciona, mas às vezes devemos fazer a mágica por nós mesmos. Entende? Há situações em que é possível mostrar como nossa mente funciona, e o nosso depoimento somado às nossas ações podem provocar mudanças de comportamento e de perspectiva nas pessoas que nos cercam. Mas em outras situações pode ser mais urgente uma ação direta nossa, ou para aliviar um sofrimento ou para equilibrar algum aspecto crítico.
Uma pessoa doente necessita de ajuda. Ela não está, digamos, em condições muito apropriadas para esculpir ou aprender mágica como prioridade do momento. Pode até ser que isso vá acontecendo naturalmente durante o processo de tratamento, mas o foco é o tratamento. Aí, quem faz a mágica com a cartola são as pessoas que ajudam. A palavra “relação” vem do latim “relatío ónis” e a tradução literal seria: ação de dar em retorno. Agir e doar em retorno, agir para servir. “Dar em retorno o quê, se eu não ganhei nada?”, assim é o pensamento comum. Mas é um pensamento ainda muito iludido, muito elementar. Nós ganhamos a vida do Universo, e todas as nossas habilidades, toda forma de energia que usamos, toda nossa inteligência e capacidade de discernimento simplesmente são presentes dados a nós. Então, coloca-se como uma necessidade natural ajudar sempre que pudermos, oferecendo nossas melhores mágicas nas relações nas quais estamos envolvidos. Às vezes ajudamos, muitas vezes somos ajudados.
O legal da sua questão é que ela já traz a própria resposta. “É isso que sobra ao esculpir aquele momento. E pode ser transformador. Entretanto, em tão curto tempo, é realmente possível ajudar alguém doente a ver a mente como uma cartola mágica?”  Sim, é possível que você ajude uma pessoa mesmo neste curto espaço de tempo e contato. Se a pessoa não aprender a fazer mágica, ela pode ao menos se encantar com as que você fizer. E pode ser transformador, não duvide das suas próprias palavras. Você faz com sua cartola aquilo que acredita fazer.
Votos de luz, e obrigado pela questão,
Gustavo Mokusen. 

A mente e a cartola mágica

Ontem, na reunião semanal do nosso grupo de meditação (www.zen.org.br), eu falei um pouco sobre como a mente tem o poder de criar as situações e as circunstâncias em que nos encontramos. Digamos assim, é como se nossa atividade mental tivesse a capacidade de moldar o mundo que nos cerca – e realmente podemos fazer isso. Eu li a seguinte passagem para o grupo:

“A ilusão e a iluminação originam-se na mente, e tudo é criado pelas diferentes funções da mente, assim como variadas coisas aparecem da manga de um mágico. As atividades da mente não tem limite elas criam as circunstancias da vida. Uma mente corrompida cerca-se de pensamentos impuros e uma mente pura, pelo contrário, cerca-se de coisas puras.”

A mente é uma cartola mágica. E dela podem sair coisas bonitas e coisas feias, depende do mágico e do momento em que a mágica é feita. Podemos encantar ou decepcionar as pessoas que nos cercam e a nós mesmos. Ou seja, nós temos um poder muito especial, uma capacidade muito interessante e que parece que foi dada apenas ao ser humano: a capacidade de criar. Constantemente estamos em processo de criação. Podemos criar iluminação ou ilusão (sofrimento), basicamente falando. Veja as coisas bonitas que o homem criou, tantas artes, ciência, música e uma infinidade de coisas das quais podemos nos orgulhar. Aviões cortam o ar, dominamos o mundo atômico, telescópios sondam o Universo, e já chegamos até a Lua. Coisas feias já foram também criadas, as guerras, as injustiças sociais, a destruição do planeta… Sim, somos seres criativos. Veja sua vida. Veja tudo aquilo que você construiu, os sonhos que foram transformados em realidade, os que ainda serão e os que poderiam ter sido realizados. Tudo, na verdade, é uma consequência natural de como usamos nossa cartola mágica.

No meio da estrada havia um pedaço de madeira, um toco. Um homem vem caminhando desatento, passa e tropeça no toco. Cospe em cima dele e resmunga algo. Vai embora com o pé doendo, praguejando sobre o toco maldito. Um segundo homem vem atrás, vê o toco e pensa em leva-lo para queimar em casa, já que pode fazer frio. Mas como está longe de casa, desiste da idéia. Vai embora com a dúvida se vai sentir frio ou não, frustrado, se poupando do trabalho de carregá-lo. Então vem caminhando um escultor. Ele pára, olha para o toco, e fica assim alguns instantes. Dá um assobio. Tira o martelo e a talhadeira da mochila, senta no chão e começa a esculpir o toco. Duas horas depois está pronta uma bela imagem, para a qual ele constrói um pequeno altar de pedras e a deixa ali mesmo, na beira da estrada. Vai embora de mãos vazias, pensando: “A imagem já estava ali, apenas retirei os excessos de madeira“.

Claro, nem todos são escultores, músicos ou cientistas. Mas ainda sim podemos criar. E podemos criar constantemente uma coisa muito importante no mundo: bons relacionamentos. Acredito que a chave da nossa jornada esteja aí; nascemos diretamente da relação entre nossos pais e dentro de uma família, ninguém nasce sozinho, por si, e nascemos com a necessidade de nos relacionar até mesmo para nos mantermos vivos. Estamos destinados às relações até a morte. Ok, você pode cuspir nelas, praguejar e culpar alguém por ter tropeçado enquanto caminhava desatento; pode até mesmo usar seus relacionamentos para obter algum benefício próprio, tentando se manter quentinho. Mas realmente só resolvemos a questão e fazemos a diferença quando decidimos esculpir, arredondar arestas, retirar excessos dos relacionamentos. Transformar um toco em escultura. Aliás, tá cheio de gente com o pé doendo e sentindo frio por aí e, sinceramente, não acredito que o mundo vai parar de girar por causa disto.

Nós podemos deixar alguma coisa bacana na estrada. Isso está ao nosso alcance, não é necessário ser um gênio criativo para fazer isso. A cartola mágica é sua, use-a. Apenas lembrando que não se colhe morangos plantando batatas. E que a grande questão é: como iremos gastar nosso tempo de vida, praguejando ou esculpindo?

Quer me mandar sua resposta? Envie para contribuicao@aluzdodia.com

Votos de luz

Gustavo Mokusen

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