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Todo mundo é bom em alguma coisa

Geralmente é necessário prestar muita atenção para descobrir, mas você pode estar certo de que existe pelo menos uma coisa a qual você faz com maestria. Todo mundo é bom em pelo menos uma coisa nessa vida. Todos nós temos dons naturais.

Não menospreze seu dom. Pode ser falar. Pode ser que você seja um músico talentoso. Ou até mesmo lidar com animais. Mais uma vez: existe pelo menos uma coisa que você faz de uma forma autêntica, original, bem feita e com graça. Isso não significa absolutamente que você será famoso, não. Muitas vezes talento não tem nada a ver com fama, porque nesses tempos de BBB a fama é usada como meio de controle de massas, e quase sempre isso significa sacrificar o que realmente é bom em detrimento do que é potencialmente consumível. Se você não vende, está fora, assim diz a ditadura da fama comercial. Então tem muitas pessoas que se frustram porque associam o sucesso com a fama.

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Por exemplo, eu me lembro de um pipoqueiro que tinha um carrinho de pipocas num ponto da cidade. Ele era talentoso, sua pipoca era realmente muito gostosa e ele amava o que ele fazia. Estava sempre sorrindo, feliz em ser pipoqueiro. As pessoas compravam e acabava tudo rapidinho. A pipoca dele era realmente boa e vendia muito, mas não era só isso, pois aquele homem era pipoqueiro por completo, acenava, falava, trabalhava, empurrava o carrinho, dava o troco e entregava o saquinho de pipocas sem a menor dúvida de que ele era realmente o fazedor de pipocas. Não havia conflitos nisso.

Então ele era um homem de sucesso, pois o que ele fazia era bom e completo, ele aceitava o seu dom natural. As pessoas sentiam isso também e respondiam sendo clientes felizes. Todos da região o conheciam e iam comprar sua pipoca. Mas nem por isso ele era famoso, não essa fama produzida por imagens de massa, ele não aparecia na TV, ele não era capa de revista, não dava autógrafos e nem ganhava um milhão por mês. Mas aquele era um homem de sucesso no que fazia, e isso bastava.

Então o grande desafio é se tornar consciente daquilo que fazemos com maestria e, não somente isso, mas também aceitar essa vocação e realizá-la da forma que nos é possível. É um desafio porque temos que ser aquilo que somos por inteiro, o que sem dúvida é uma das realizações mais refinadas que se pode alcançar. Mas é possível, pois todo mundo é bom em alguma coisa, então jamais menospreze seus dons naturais comparando a grama do vizinho com a sua, isso não faz o menor sentido e é absolutamente inútil. E se você ainda não sabe exatamente no que é bom, para o quê é vocacionado, não desanime: um mar de possibilidades abre-se então à sua frente.

Gustavo Mokusen.

Coaching: perguntas e respostas

– O que é o Coaching Pessoal e para quê serve?

R: O Coaching Pessoal se baseia num processo de desenvolvimento individual focalizado em uma situação ou em aspectos específicos a serem trabalhados pelo Coachee em sua vida, através da ajuda do seu Coach. Por exemplo, se você quer trabalhar sua segurança pessoal, suas relações interpessoais ou algum aspecto específico da sua personalidade em que sinta dificuldades, é possível realizar isso através do Coaching. Ou então, pode ser aplicado para administrar e encontrar soluções para alguma situação específica vivida no trabalho, na família ou, ainda, como suporte para alcançar metas e objetivos para os quais você sinta necessidade de uma ajuda.

No processo de coaching serão então mapeadas habilidades e competências a serem trabalhadas, melhoradas e aperfeiçoadas, bem como metas a serem alcançadas de acordo com a demanda estipulada. Depois então é traçado um plano de ação para que os objetivos sejam realizados.

Em última análise, o coaching é um processo de organização e alinhamento entre percepções, ações e metas. É um acompanhamento personalizado e ajustado de acordo com cada demanda pessoal, e gera autoconhecimento e desenvolvimento para quem o realiza, possibilitando a transposição de uma situação existente para outra desejada.

– Qual é a metodologia utilizada?

R: Normalmente é realizado um encontro presencial semanal, de uma a uma hora e meia de duração, além do uso de outros meios de comunicação, como internet. Basicamente o método é composto de 4 fases. Na primeira fase, é delimitada a demanda e mapeadas habilidades e competências já existentes, e também aquelas necessárias para atender aos objetivos. Na segunda fase, o plano de ação é traçado de acordo com a realidade existente e direcionado aos objetivos previamente estabelecidos. Na terceira fase o plano de ação é aplicado. Na quarta fase são realizados ajustes de acordo com os feed backs de todo o processo. Essa é uma visão geral.

– Quanto tempo dura?

R: Normalmente o processo dura, em média, de 10 a 14 sessões para um conjunto de metas alinhadas entre si, ou seja, uma média de 3 meses. Mas dependendo do caso esse tempo pode ser maior ou menor. As metas devem ser alinhadas entre si por que, caso estejam desalinhadas e exista conflito entre elas, os objetivos não serão atingidos satisfatoriamente.

– Não entendi o que significa “metas desalinhadas”.

R: Por exemplo, uma pessoa procurou o Coaching e tinha dois objetivos iniciais: queria ser aprovado em um concurso público de elevado nível de exigência e, ao mesmo tempo, realizar uma transição profissional entre a área que atuava e outra distinta para, caso não fosse aprovado no concurso, ter melhoras na situação profissional. Entretanto, uma meta competia com a outra em tempo, energia e foco de dedicação, e assim foi necessário eleger apenas uma delas, no caso a do concurso.

– Como foi possível aplicar o Coaching no caso do concurso público?

R: Nesse caso foi organizado um método de estudo e preparação mais eficiente para os exames, além de ter sido trabalhado a oratória e a ansiedade de falar em público, uma vez que havia prova oral no concurso.

– Eu preciso ter um objetivo claro para fazer Coaching?

R: A princípio, sim. Mas também pode ser que sua meta seja justamente organizar e identificar objetivos em sua vida pessoal, a fim de obter crescimento e desenvolvimento.

– E se eu quiser continuar o Coaching por mais tempo que o previsto?

R: Em alguns casos o acompanhamento do tipo “Mentoring” é possível, e este se caracteriza como uma tutoria em algumas áreas específicas, com tempo de duração mais prolongado. Mas é um processo diferente do Coaching.

– O Coaching é uma terapia clínica?

R: Não. Embora muitos aspectos da personalidade sejam trabalhados, como autoestima, segurança pessoal, habilidades relacionais, ansiedade, assertividade e outros, o Coaching Pessoal não trata de casos clínicos médicos ou psicológicos específicos onde a intervenção de um profissional da área seja necessária, como um Médico Psiquiatra, por exemplo.

Gustavo Mokusen.

Estufa de idéias

Cuide bem das ideias positivas que nascem em sua mente. Elas podem trazer uma mudança necessária, um novo empreendimento, uma ação criativa ou a semente de uma transformação qualquer em sua vida.

Geralmente as ideias brotam espontaneamente na mente, intuitivamente, devido à comunicação silenciosa entre nossa consciência individual e a consciência coletiva. Assim, muitas vezes elas representam um impulso de vida que estamos precisando, mas para que elas se manifestem conscientemente é necessário remover os obstáculos que reprimem a intuição e a criatividade: ansiedade, medo, rigidez mental e autocrítica severa.

As ideias novas que emergem precisam receber atenção e trabalho posterior. Senão, não passarão para o plano concreto da ação e morrerão como sementes secas. Muitas pessoas me perguntam se é possível desenvolver um trabalho de Coaching Pessoal na incubação e implementação de ideias. A resposta é: sim, é possível. Abaixo, uma breve descrição deste processo de trabalho.

COMO TRABALHAR NA INCUBAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DE IDEIAS:

– Tenha sempre em mãos um bloquinho de papel e uma caneta. As ideias não têm hora para emergir, e quando isso acontece você tem que estar preparado para anotá-las, pois caso contrário… elas se perderão!

– Uma vez que tenha captado a ideia central, agora é hora de torná-la o mais claro possível. Tente organizá-la, dar uma forma a ela, procurando estabelecer seu propósito, os meios de realização e os insumos necessários para sua concretização.

– Se a ideia foi organizada, parabéns. Ela tem grandes chances de ser realizada, pois a confusão e a falta de clareza são os principais obstáculos para sua realização. Entretanto, agora é necessário amadurecer a proposta, e para isso você tem que dedicar tempo e energia a ela. Converse com pessoas, mantenha a ideia na cabeça, vá tomar banho pensando nela, enfim, mantenha sua mente com o foco na semente! Com tempo e energia, outros detalhes brotarão naturalmente e condições importantes serão atraídas para facilitar o caminho.

– O próximo passo é criar um plano de ação. A ideia já está clara, organizada, amadurecida, discutida e sua viabilidade foi constatada. Mas agora é necessário estabelecer um cronograma de ações concretas para a realização: o quê, para quê, por quê, como e quando fazer – detalhe tudo em um quadro com ações e respectivas datas para a realização.

– Para cada ação específica, crie um prazo que lhe permitirá mensurar se ela foi cumprida ou não.

– Siga o cronograma e efetue as ações planejadas. Se não houver disciplina de ação, nada feito – a ideia será apenas mais uma ideia sem ser colocada em prática.

– Agora, depois de ter aplicado as ações do cronograma, é hora de checar se elas foram efetivas. Investige o efeito de cada uma delas, se elas cumpriram seus objetivos específicos ou não. Caso algo tenha saído fora do esperado, ou caso variáveis novas tenham surgido, repense e refaça o plano de ações com os devidos ajustes necessários.

– Repita esse método até que sua nova ideia esteja funcionando de acordo com suas expectativas, ou seja, conceba, planeje, execute, cheque e ajuste o quanto for necessário.

– Não desanime, não se sinta frustrado ou intimidado se, nas primeiras tentativas, não obtiver êxito imediato. Quanto maiores as dificuldades, maior será a superação alcançada no final.

Lembre-se que boas ideias necessitam de um tempo considerável até que amadureçam e também de esforços sucessivos e continuados. Não há atalhos, e lembre-se que uma grande caminhada começa sempre com o primeiro passo. O único responsável pela construção dessa jornada é você mesmo.

Gustavo Mokusen.