Transformando a realidade – II

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Em primeiro lugar, pare de reclamar dos políticos, dos vizinhos, da má sorte ou do destino, isso não ajudará em nada e nem trará solução para os problemas concretos que se apresentam em sua vida. Mas você pode conversar, falar, se expressar, enfim, se posicionar no mundo, sem aquela de reclamão, buscando sempre provocar mudanças em você e ao redor.

Segundo: não alimente pensamentos e sentimentos de vítima, e nem procure por culpados pelas dificuldades do seu caminho. A rigor, somos sempre coautores pela maior parte – senão pela totalidade – da realidade que se manifesta em nossa existência. Então arregace as mangas e comece a ser a mudança que você quer ver no mundo, pois ela começa de dentro para fora. Quer a cidade mais limpa? Então não jogue nada no chão.

Também não seja muito duro consigo mesmo. Alimentar uma baixa autoestima e se punir com um julgamento muito severo é outra forma de boicotar a verdadeira mudança que pode acontecer. Reconheça seus pontos fracos apenas para se livrar deles, e não para ficar mais preso ainda no sofrimento.

A flexibilidade do bambu é uma boa referência. Ele se ergue ereto e firme acima do solo em direção ao céu, mas nem por isso deixa de ceder e deitar ao sopro de um vento mais forte. Negocie sempre. Mas se mantenha fiel aos seus valores e crenças, senão você perderá seu ideal e isso adoece a alma.

Para quê serve um ideal? Um ideal é como a linha do horizonte, a cada passo que dou em direção a ele vejo que ele se afasta sempre de mim. Então para quê serve isso? Ora, um ideal serve para nos manter indo na direção que acreditamos, só isso. É uma referência de navegação.

O princípio é: se você continua a fazer as coisas do mesmo jeito, não faz sentido esperar por algum resultado diferente. Novos caminhos são necessários para chegar a lugares diferentes. Então escolha novas direções, caso as suas já não lhe satisfaçam mais.

Esforços contínuos e muito trabalho. Não conheço outro atalho, nunca vi superação sem sacrifício e comprometimento com a causa. Planeje e organize, mas execute o plano. Palavras não cozinham o arroz.

Não permita que a entropia, a tendência natural para a desordem, se instale. Organize sua mente, organize seu ambiente. Uma coisa não está separada da outra. Faça faxinas mental e ambiental periodicamente. Jogue fora o lixo, não acumule nada desnecessário.

Finalmente, não estamos sozinhos no Universo, e a visão sistêmica é realmente uma forma inteligente de perceber e atuar no mundo. Assim, inclua o bem estar dos outros nos seus planos, lembrando que você não precisa salvar o mundo, mas sempre há uma maneira de ajudar alguém ao seu lado. Isso retorna.

Somos os autores do livro das nossas vidas. Outros poderão ler e apreciar esse livro, mas a responsabilidade do conteúdo ali exposto, bem como a competência para escrevê-lo, é de nossa mais direta e intransferível responsabilidade.

Gustavo Mokusen.

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