Até que a vida os separe

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O fato é que você irá se separar de todas as pessoas que você conhece nesse mundo. Na melhor das hipóteses da vida, “até que a morte os separe”. Pode até ser que lá do outro lado você reencontre alguns, pode até ser que você reencontre outros ainda nesse mundo mesmo, mas a separação é algo inevitável. Assim como os encontros e reencontros, a separação faz parte. Tudo é uma questão de temporalidade, de entropia, de rearranjo. Nada é tão permanente que fique após o tempo ou fora do espaço que ocupa.

Então, com todos os aspectos agradáveis e desagradáveis, suas relações tem uma duração. Família, amigos, colegas de trabalho, sua banda de rock, nada é eterno. Se bem que o Oasis poderia ter durado mais… Mas admitir isso é saudável. Sim, você irá dar mais valor a elas se entender a oportunidade que elas representam. Oportunidade de aprender, de crescer, de consertar, de melhorar, de se divertir, de compartilhar. Às vezes de sofrer também, e aqui entra aquele quilo de sal que muitas vezes temos que comer juntos. E, neste caso, entender que essas relações difíceis também passarão e mudarão é importante para aproveitar o tempo que a vida nos destinou a elas. Ou seja, parar de reclamar e tentar tirar algo proveitoso.

Em tempos de paz, que ela dure o máximo. Em tempos de conflitos, que eles sejam resolvidos para que não virem uma guerra. Sim, os conflitos fazem parte da natureza humana e desse mundo em que vivemos, e fugir deles é tão ineficiente quanto tornar sua existência um campo de batalha contra tudo e todos. Alimente a paz e resolva os conflitos, porque depois de uma separação o que fica é aquilo que foi cultivado naquele tempo e espaço, e a chance disso se repetir nas relações futuras é muito grande.

De quebra, a história do samurai que vivia um dilema:

– “Se eu nunca tiro minha espada da cintura, serei tratado como um tolo, um idiota. Se eu saco a minha espada a todo o momento de conflito, cortarei muitas cabeças e terei apenas inimigos. Não desejo nem ser um solitário e nem um idiota sem respeito. O que fazer?”.

O samurai se casou. Após de algum tempo de convivência, aprendeu na relação com a esposa: vez ou outra, quando estava em público, tirava a espada da bainha que reluzia sob o sol, limpava a lâmina afiada por alguns minutos, e depois guardava de novo na cintura.

O samurai fez várias amizades duradouras ao longo de sua vida e nunca foi desrespeitado.

Gustavo Mokusen.

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