Encontro

se

“Encontro de dois.
Olho no olho.
Cara a cara.
E quando estiveres perto
eu arrancarei
os seus olhos
e os colocarei no lugar dos meus.
E tu arrancara
os meus olhos
e os colocara no lugar dos teus.
Então, eu te olharei com teus olhos
e tu me olharas com os meus.”

Jacob Levy Moreno

 

Se a vida é a arte do encontro, então deveríamos celebrar cada um deles, não desperdiçar nenhum deles, e dar o devido valor a tudo que cruza nosso caminho. Absolutamente tudo o que existe, tudo o que passa em nossa frente, tudo o que emerge em nossa história é parte daquilo que somos, é a própria história se desenrolando, e somos assim resultado das nossas relações e nossos encontros. Tudo isso tem a ver conosco, nada pode ser negado, amputado, diminuído ou deixado para um segundo plano, muito embora possuamos o hábito de atribuir prioridades e graus de importância diferenciados conforme nossa própria perspectiva relativa.

Somos o resultado de uma construção enorme feita de pequenos e de grandes encontros, mas todos igualmente compondo um cenário de uma arquitetura arrojada, onde o mais breve instante, o mais sutil detalhe, o mais imperceptível ângulo repousa na estabilidade da unidade absoluta, que se comunica silenciosamente, misteriosamente.

Olho que mira o reflexo do olho no espelho, onda que quebra na praia, onde termina um e começa o outro? Inevitável é o destino eterno de se encontrar.

Gustavo Mokusen.

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