Navegando com razão e paixão

A realidade nunca é estática, e por isso sempre há um vir a ser, um fluxo no presente, uma infinita oscilação de fatos, energias e acontecimentos.

Se encararmos o universo à nossa volta como um mar dinâmico de energia, podemos concluir que suas ondas chegam a nós a todo o momento. A cada milissegundo somos tocados por algum tipo de flutuação energética, material ou não. Ações, palavras e pensamentos são produzidos em número infinito por todos os seres senscientes, por toda forma de vida. Essa flutuação no campo da energia ao nosso redor traz movimentos, novas oportunidades, renovação. Nesse mar, nada é estático. Nesse mar, somos como velejadores.

Nunca sabemos o que está por vir. Claro que podemos prever que num dia claro e sem vento não haverá muitas ondas grandes, ou que em um dia chuvoso o mar ficará agitado – mas ainda assim é apenas uma previsão. Nunca sabemos o que a maré ira trazer para a praia em que estamos. Esse grande mistério é que sustenta um sentimento, um bálsamo em nossa vida: a esperança. Esperamos sempre por ondas melhores, e isso é muito bom, porque nos dá força para prosseguir. Mas também praticamos a aceitação, e tratamos de fazer o melhor com o que temos. Não adianta reclamar do mar, o negócio é aproveitar o que de melhor há.Assim vamos vivendo, navegando. Navegar é preciso, ter uma direção é preciso, pois senão iremos ficar à deriva. E quando ficamos à deriva, quando não damos uma direção ao leme, então todos os perigos do mar podem aparecer. E eles não são poucos.

A arte de navegar não se aprende na teoria, com ideias ou palavras. Ela se aprende na prática, velejando, remando, pelejando e conhecendo de perto todos os movimentos das marés. Uma mistura de razão e paixão será necessária.  Nas palavras do Profeta de Gibran Khalil Gibran:

Vossa razão e vossa paixão são o leme e as velas de vossa alma navegante. Se vossas velas ou vosso leme se quebram, só podereis derivar ou permanecer imóveis no meio do mar. Pois a razão, reinando sozinha, restringe todo impulso; e a paixão, deixada a si, é um fogo que arde até sua própria destruição.”

Gustavo Mokusen.

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