Ciclos e ritmos

Para tudo há um tempo. Tempo de nascimento e crescimento. Tempo de maturação, de duração. Tempo de envelhecer e morrer.

Não apenas os seres viventes, mas as coisas e objetos também são temporais. Da mesma forma, sentimentos, emoções, pensamentos e consciência funcionam dentro do mecanismo do tempo.

Tudo está inserido dentro da dimensão do tempo. O tempo opera através de dois princípios, o princípio do ritmo e o princípio do ciclo, e tudo o que existe está sujeito a eles.

Por sua vez, ritmo e ciclo estão interligados em essência. O ritmo pode ser entendido como a frequência de repetição de determinado ciclo completo. Por exemplo, o ciclo lunar. Lua nova, crescente, cheia e minguante, sete dias para cada fase, completando um ciclo fechado de 28 dias que se repete mês a mês. Assim, o ritmo de repetição do ciclo da lua é de 28 dias.Esse ciclo é bem didático, pois se associamos um gráfico a ele obtemos uma espécie de curva chamada de senóide. A curva senoidal representa as mudanças do ciclo, apontando seus pontos extremos e os limites do ciclo, ou seja, início meio e fim. No caso em questão, cada fase da lua ocupa 1/4 da senóide, começando com a lua crescente. A lua cheia tem seu ápice no ponto mais elevado da curva, chamado de pico máximo. Após, decaímos até entrarmos na fase da lua minguante, que por sua vez conduz ao outro extremo da senóide, o pico mínimo. Finalmente ocorre uma inflexão e a curva vai em direção ao crescimento com a fase da lua nova.

Quando afirmamos que “para tudo há um tempo” estamos dizendo então que tudo possui um ritmo associado a um ciclo.

Comemos em intervalos de tempo mais ou menos semelhantes. Precisamos dormir entre um período de atividade e outro, sempre. Sono e vigília se alternam. Períodos de cansaço e de vigor compensam-se. Uma gravidez dura em média 9 meses. O desenvolvimento do bebê, até a maturidade, se dá diferentemente em grandes intervalos de 7 anos, sendo que corpo e mente estão prontos para a vida aos 21. Recebemos as influências dos astros em um ciclo de doze pontos, que revelam os doze grandes signos.

Estes são ciclos naturais, que obedecemos em virtude de fazermos parte de um sistema maior que nós mesmos.

Como podemos aprender com os ritmos e ciclos?

Inicialmente, temos que reconhecê-los, ou seja, temos que constatar sua atuação em nós mesmos. Há os ritmos globais naturais, mas há também os ritmos pessoais. Por exemplo, há pessoas que ficam gripadas de tempos em tempos, e quando param para ver que tempo é esse constatam que a gripe ocorre sempre em determinada época do ano. Ou seja, descobrem o ritmo da gripe.

Outras ficam emocionalmente instáveis, por exemplo, quando se aproximam do aniversário. O que importa, em qualquer dos casos, é reconhecer e identificar esses ritmos pessoais.

Há estudos que mostram que, basicamente, somos influenciados por 3 tipos de ritmos e ciclos pessoais: físicos, mentais e emocionais. Isso significa que temos três aspectos distintos em nosso ser e que sofrem influências dos seus próprios ritmos. Às vezes nos sentimos bem dispostos fisicamente, não temos nenhuma doença, mas nos sentimos cansados no emocional ou mental. Outras vezes temos mil ideias na cabeça e muito ânimo de realizar coisas, mas o corpo pede descanso. Esses ritmos foram batizados de biorritmos.

Todos os biorritmos e ciclos podem ser representados em senóides. Essas curvas nos permitem identificar os períodos de máximo e mínimo, ou seja, os pontos fortes e os críticos pelos quais passam.

Se fôssemos então representar graficamente nossos 3 biorritmos pessoais (físico, emocional e mental), obteríamos 3 curvas diferentes, com 3 ritmos diferentes.

Ainda pode ser acrescentado a estes ritmos um quarto: o da intuição. A intuição é a chave da própria percepção dos ciclos que estão ocorrendo, porque liga o consciente ao inconsciente.

A conclusão é óbvia: para cada pessoa um haverá momentos críticos, onde haverá coincidência entre os pontos mínimos dos diferentes ritmos e ciclos pessoais, e momentos muito favoráveis onde esses ciclos alcançam picos de máximo simultaneamente.

Assim, devemos aprender a reconhecer esses ciclos, seus ritmos e suas características, para nos precavermos nos momentos de duplo ou triplo crítico e aproveitarmos os momentos de picos máximos desses ciclos.

Podemos, assim, aprender com nosso próprio tempo pessoal. Nesse aprendizado vamos respeitando cada vez mais os nossos limites e explorando nossas potencialidades e oportunidades de forma mais consciente.

Votos de Luz,

Gustavo Mokusen.

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