O prazer de saborear um livro

Por Márcia Cândido*

Dizem que o brasileiro não gosta de ler. Muitos acreditam que, com o advento da informática, da Internet e das mídias sociais, o interesse do público, sobretudo o juvenil, tem sido afetado.

Nem é preciso recorrer a pesquisas para perceber o óbvio. Em um shopping, por exemplo, é muito mais comum encontrar jovens nas praças de alimentação, nos cinemas e nos espaços livres que em livrarias. Quando eles leem algo, a motivação é algum trabalho escolar. Mas não podemos ser tão absolutos.

Será mesmo que todas as inovações roubam o olhar do leitor? Lembro-me das intermináveis discussões travadas em tempos de faculdade, quando discutíamos a preocupação das gerações anteriores à nossa, que temiam que o ibope do rádio ficasse comprometido com a popularização da TV e esta seria banida, com o advento da Internet. Discussões acirradas também quanto a descoberta da fotografia. Para muitos, a pintura estaria condenada.  Enfim, tudo não passou de temor. Todas estas artes, todas as ferramentas de comunicação se mantém até hoje. Cada uma com seu público específico.  Uma não eliminou a outra.

Quanto à leitura, basta observar à nossa volta para perceber que muita coisa vem mudando. Com os jornais em formato tablóide, vendidos a preços mais acessíveis, o consumo de informação aumentou. Em relação aos livros, eles estão cada vez mais cobiçados, principalmente, em feiras, como a que está acontecendo em Belo Horizonte, nesta semana. A Bienal do Livro de Minas vem despertando a emoção de ler, resgatando o prazer de folhear uma publicação e o mais interessante, por preços bem acessíveis. Cuidadosamente arrumados nas galerias, eles chegam ao fim do dia espalhados pelas bancas, disputadíssimos pelos dedos ávidos dos leitores que procuram os títulos mais adequados àcada estilo.

E como dá gosto ver tanta gente lendo! Crianças de todas as idades, adultos, jovens, espalhados pelos pufs, nos almofadões, nos bancos entre as ruas da exposição saboreando, ali mesmo, as páginas recheadas de poesias, histórias, informações diversas.

“Não acredito que você vai embora sem comprar um livro!”,ouvi uma mulher indignada com a amiga. Pode parecer absurdo, mas ainda tem gente que não se deixa seduzir pelo prazer de ler, sem saber que ali está a chave de tudo.

Leitura é hábito e adquire-se na infância. Dentre as grandes lembranças que trago da mais tenra idade, uma é a de meu pai, Manoel, lendo, enquanto me balançava na rede do alpendre.  Muito tempo depois, ele deixou de ser leitor para ser escritor e lançou suas memórias. Ainda é um apaixonado por leitura, mas tem seu estilo próprio.

Já que estamos em um site que ressalta a gestão do conhecimento, aí vai a dica: o berço de todo o conhecimento está na leitura. Ela é a chave!

Eu espero você para nosso próximo encontro. Até lá.

*Márcia Cândido é jornalista. Atua prestando assessoria de imprensa e em treinamentos para lidar com a mídia. Especialista em jornais empresariais, vê na comunicação um grande aliado para o sucesso de toda iniciativa.

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