Todo carnaval tem seu fim

Bom, hoje é o último dia da expedicao no México e eu gostaria de compartilhar um pouco do que vimos e aprendemos aqui.

Foram mais de 3.000 Km percorridos desde que chegamos na Cidade do México até o ponto mais extremo da Peninsula de Yucatan, o turístico balneário de Cancun, que para mim foi de longe o ponto menos interessante da expediçao. Cobrimos essa distancia andando a pé, de onibus, de carro e até de bicicleta demos a volta na Isla Mujeres. Em cada situacao, uma adaptacao.

Estivemos em 8 sítios arqueológicos para investigar as ruinas Maya: Teotihuacán, El Tajín, Palenque, Uxmal, Kabah, Chichen Itza, Cobá e Tulum. Em seis deles confesso que furamos a área dos sítios destinadas ao público e penetramos pela selva em áreas onde as verdadeiras ruinas dos Maya se encontram. É lastimável que o que se mostra ao turista convencional seja apenas a ponta do iceberg, um monte de pedras entulhadas. Testemunhamos aqui que, se voce quer se encontrar com a verdadeira realidade das coisas, é necessário aprofundar os esforços e buscar além do que é mostrado na superfície.

Há mais na figura do que o olho pode captar. É necessário estar desperto o tempo todo para perceber as relaçoes que se apresentam. Ás vezes a razao nao comporta o real.

Aprendemos que ninguem aqui sabe qual a origem da palavra “Maya”. Nem os descendentes dos indios. Depois de muita investigaçao, entendemos que nunca houve um único povo Maya: essa palavra significava um estado de consciencia, um estado de interconexao com a natureza mais harmonico e equilibrado. A traducao literal da palavra seria algo como “sem dor”, “sem sofrimento”, ou seja, a experiencia da existencia humana sem sofrimento, uma existencia que eu diria – iluminada. E entao, todas as tribos e povos que agiam assim eram denominados como os “Mayas” – astecas, incas, puuc e todas as etnias que existiam aqui. Estamos falando de povos com mais de 3.000 anos, e creio que quando os espanhois chegaram no século XVI eles nao entenderam a qualidade refinada da cultura que encontraram aqui. Os Mayas detinham uma astronomia avancadíssima, uma arte arquitetonica arrojada e uma ritualística poderosa. Alilas, em muitas cidades houve um gap entre a saída dos Mayas e a chegada dos espanhois – sim, os Mayas abandonaram muitas cidades décadas antes da chegada do europeu. Há muito mais do que isso, e é triste saber que quase tudo ou foi destruído ou escondido.

Em suma, os Mayas foram povos que transcederam o comum, a matéria bruta e praticavam a existencia sem dor, equilibrada.

Nao, nao creio que o mundo vai acabar em dezembro de 2012. Mas se nao comecarmos a praticar realmente essa harmonia de vida, podemos morrer ou matar o planeta rapidamente.

No mais, a bota segue em frente. Sempre em frente, nunca para trás.

Votos de Luz,

Gustavo Mokusen.

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