O que é depressão – PARTE 1

Por Gislaine D’Assumpção

Todo mundo já se sentiu para  baixo algumas vezes. É normal sentir-se tristonho por curto tempo,  principalmente se algo de ruim ocorreu em nossa vida. Mas as pessoas que sofrem  de depressão têm muito mais que “tristeza”, e esses sentimentos podem durar por  muito tempo.

São muitos: 5% das pessoas  pesquisadas têm depressão, e 10 a 20% vão sofrer de depressão em algum momento  de suas vidas. Cerca de 25% das mulheres e 10% dos homens pesquisados vão sofrer  de depressão em algum momento.

Mas a família e os amigos  que nunca tiveram uma depressão real podem ter dificuldade em entender o que é  isso. Muitos acham difícil pensar na depressão como doença, porque não há  sintomas físicos evidentes. Mas a depressão é uma doença de verdade, causada por  alterações químicas no cérebro. Poucos acham que as doenças físicas sejam culpa  do doente – e ninguém deveria achar isso no caso da  depressão.

Em muitas circunstâncias,  podemos considerar a depressão como natural período de transição. São tempos de  mudanças e crescimento, épocas de tristeza que antecedem novos horizontes de  amadurecimento do ser em constante processo de evolução.

Em primeiro lugar, depressão  não é um estado de tristeza profunda. É normal, por exemplo, nós nos sentirmos  tristes com a perda de um familiar próximo e querido. Podemos até permanecer  algumas semanas abatidos, mas aos poucos a vida acaba por retomar seu curso  normal. Somos capazes de trabalhar, cuidar da casa e enfrentar os problemas do  dia-a-dia. O depressivo simplesmente não encontra forças para reagir. Por mais  que tente, não consegue identificar um único motivo que justifique o seu  abatimento. A depressão tem sido confundida também com desânimo, preguiça,  estresse e mau humor. É outro engano. Para que um indivíduo desenvolva um  processo depressivo é preciso que ele tenha predisposição. Isso significa que  fatores genéticos têm uma grande influência no processo. Fatores psicológicos,  como ansiedade, angústia e medo, entre outros, são em boa parte dos casos  conseqüência, e não causa, da depressão. O mesmo vale para os chamados fatores  sociais, como conflitos familiares, estresse persistente, uma demissão  inesperada, uma discussão com o colega de trabalho, uma separação conjugal.

A Psicologia, apropria-se do  termo “Depressão” para indicar um desvio emocional com possível intercorrência  patológica, vinculando-se à Psicopatologia, cuja sintomatologia tem demonstrado  sintomas como abatimento moral com o conseqüente comprometimento físico, perda  de interesse e do amor próprio, tristeza, e uma multiplicidade de queixas,  voltadas à insônia, fadiga e anorexia, e pôr vezes registrando o comprometimento  motor sendo também Comum a ideação agressiva e a tendência do risco suicida.

Algumas pessoas que já  passaram por episódios depressivos conseguem encontrar uma clara diferença entre  as que sentem quando estão deprimidas e as que sentem quando estão tristes ou  com “astral baixo”. Porém, às vezes, a distinção é difícil, por isso não hesite  em procurar um médico se você tiver dúvidas!

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