A política da boa vizinhança

Por Márcia Cândido

Silenciosamente, a mudança começou no final dos anos 90, quando muitas empresas começaram a derrubar paredes e a transformar as inúmeras salas em um único e grande salão, onde todos, funcionários, lideranças e chefia interagiam.  A impressora era coletiva, o cafezinho estava ali para todos e todos buscavam, juntos, a solução para os problemas que surgiam.

Inicialmente, só as paredes foram derrubadas. As barreiras emocionais, frente ao impacto do inovador lay out, precisaram de um tempo maior para serem dissolvidas. Só depois é que o novo modelo começou a apresentar os tímidos resultados. O fato é que a proposta deixou de ser apenas estética, para ser o embrião de um comportamento interessante: a transparência nas relações.

Os públicos interno e externo estão merecendo lugar de destaque na gestão das empresas e o cuidado vem gerando estabelecimento de regras democráticas e da boa convivência.

Ainda temos um longo caminho para percorrer. Ainda estamos observando os efeitos dos escritórios sem paredes, mas de uma coisa podemos ter certeza: a comunicação começou a fluir melhor, a visibilidade está forçando um comprometimento maior daqueles que ali estão e a ausência de ‘fronteira’ física força o desenvolvimento da ética como ponto de partida para todas as relações.

Estamos resgatando a política da boa vizinhança e buscando relações de trabalho mais verdadeiras e saudáveis.

Um abraço e até nosso próximo encontro.

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