Atenção sonhadora – parte II

Por Gislaine Maria D’Assumpção

INTENTAR

Intentar é uma predisposição, um desejo de conseguir algo.

O intento é um tema para o corpo energético e não para o raciocínio.

O único modo de intentar é concentrando sem intento naquilo que você deseja intentar.

O objetivo do sonhar é intentar que o seu corpo energético torne-se consciente de que você está caindo no sono. Deixe seu corpo energético fazê-lo. Intentar é desejar sem desejar, fazer sem fazer. É soltar-se.

Intentar exige imaginação, disciplina e objetivo.

Significa que obtém um conhecimento inquestionavelmente corporal de que é um sonhador. Sente-se que é um sonhador com todas as células do corpo. (Sonhar que está olhando as mãos).

RECAPITULAÇÃO DA VIDA

“Nunca termina mesmo que já a tenhamos feito”. O motivo das pessoas não terem vontade própria nos sonhos é nunca terem recapitulado; e suas vidas ficam cheias até à borda de emoções como lembranças, esperanças, medos, etc.

Recapitular e sonhar andam lado a lado. À medida que regurgitamos (ruminamos) nossas vidas nós ficamos mais e mais leves.

Recapitular é então, reviver a totalidade das experiências de vida lembrando-se de cada detalhe possível. É fator essencial na redefinição e reestruturação da energia do sonhador.

A recapitulação liberta a energia aprisionada dentro de nós, e sem essa energia liberada o sonhar não é possível.

A recapitulação de um evento começa com a mente arrumando tudo que tem a ver com o que está sendo recapitulado. Arrumar significa reconstruir o evento, peça por peça, começando pela lembrança dos detalhes físicos ao redor e, em seguida, passando à pessoa com quem partilhamos a intenção e, depois, para nós mesmos para o exame de nossos sentimentos.

O SONHAR E A LIBERDADE

O sonhar é a liberdade de perceber mundos além da imaginação.

“Liberdade é uma aventura sem fim, onde arriscamos nossas vidas e muito mais por alguns momentos e alguma coisa dos mundos, além dos pensamentos e dos sentimentos”.

A busca da liberdade é a única força. Liberdade de voar até aquele infinito lá fora. Liberdade para se dissolver; para ser como a chama da vela que mesmo diante de um bilhão de estrelas, permanece intacta, porque jamais pretendeu ser mais do que é: uma simples vela.

Referência Bibliográfica:

Castaneda,C. – A Arte de Sonhar – Rio de Janeiro, Ed.Record,1983.

Castaneda,C. – O Presente da Águia.Rio de Janeiro, Ed. Record,1981.

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