Trabalho que liberta

Por Allyson Bastos
@allbastos

Temos refletido bastante a respeito de estratégias e estilos de vida adequados à busca pela sensação de liberdade propiciada por uma condição financeira equilibrada.

E quando pensamos em independência financeira, logo nos vem à mente o desejo de nos livrarmos da obrigação de trabalhar para nos sustentarmos. E está correto. Esse é o espírito da coisa.

Todavia, até que a sonhada independência financeira seja conquistada, o trabalho (ainda que prazeroso) continua sendo uma obrigação. Veja bem, adoro meu trabalho, mas isso não elimina o fato de eu ser escravo da rotina de ter que, diariamente, acordar cedo e honrar meu compromisso profissional.

Agora, não é porque sou obrigado a trabalhar que devo encarar o trabalho como um martírio. O trabalho é um aliado essencial na conquista do sustento passivo.

Como já abordei em outros textos, a adoção de um padrão de consumo sustentável e a redução do desperdício são fatores muito importantes na busca pela independência financeira.

O caminho para uma vida próspera, entretanto, será mais curto na medida em que os aportes em nossa carteira de investimentos forem maiores. E aportes maiores dependem de uma boa fonte de renda ativa (ou seja, aquela que depende do trabalho).

Nesse sentido, é importante que o desenvolvimento pessoal faça parte de nossa estratégia financeira. Uma maior qualificação profissional e um aprimoramento constante das competências relacionais são fundamentais para um bom posicionamento no mercado de trabalho, de modo a garantir uma remuneração crescente, apta a impulsionar a execução do plano de independência financeira.

Para se trilhar uma carreira de sucesso, o primeiro passo é desaprender a lamentar. O tempo que passamos lamentando os males da vida poderia ser investido em crescimento. A pessoa que se coloca diante dos reveses do dia-a-dia e dos desconfortos circunstanciais com uma postura tranqüila, não combativa, pode extrair de tais episódios grandes lições, e transformar os momentos negativos em boas oportunidades de aprendizagem.

Uma postura serena, humilde e bem humorada favorece, além do desenvolvimento pessoal, a formação de redes de relacionamento mais sólidas no ambiente de trabalho.

Conforme demonstrou uma recente pesquisa realizada pela consultoria americana Hodge-Cronin & Associates, cerca de 98% dos 737 altos executivos entrevistados contratariam ou promoveriam um profissional bem-humorado no lugar de um reclamão emburrado.

(Atitudes mudam tudo)

De fato, são raros os casos de alguém que conseguiu evoluir na vida, que foi promovido na carreira ou se tornou uma pessoa mais querida pelos colegas, na base do lamento. Lamentos afastam pessoas e oportunidades, além de consumirem uma grande energia.

Além do abandono dessa postura vitimista, é importante investirmos ativamente em educação. São inúmeras as vantagens dessa modalidade de investimento: seus riscos são nulos, seu potencial de retorno é imenso e os aportes podem ser simplesmente nosso tempo de dedicação.

Há, hoje, muitas oportunidades de qualificação oferecidas gratuitamente. Indico especialmente os sites da Bovespa (www.bovespa.com.br), no qual são disponibilizados cursos sobre investimentos e finanças; o da Escola Nacional de Administração Pública (www.enap.gov.br), que oferece variados cursos relacionados a gestão pública; o do Instituto Legislativo Brasileiro (www.ilb.gov.br), com cursos nas áreas de direito, gestão pública, ciências econômicas, políticas e sociais, dentre outros tantos que podem ser garimpados pela internet.

Então, se está insatisfeito com seu emprego, se acha que seu salário é injusto e que você merece melhores oportunidades, nada de lamentar. Trate de desenvolver suas competências e de se esforçar em ser uma pessoa mais agradável. Assim você se torna um profissional mais atrativo e agrega mais valor ao seu trabalho.

Os resultados certamente virão e sua independência financeira estará cada vez mais próxima.

Concluo com um alerta muito bem abordado por Gustavo Mokusen no seu texto “O consumo te consome?”: o trabalho é fator realização do ser humano no meio social. Não deve ser utilizado, entretanto, como forma de financiamento de um padrão de consumo fútil e descartável, que só faz nos afastar dos nossos anseios de liberdade.

Mantenhamos o foco no trabalho como oportunidade realizar o bem e conquistar uma condição de vida mais equilibrada.

Por hoje é só! Até breve!

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