Suas emoções na balança

Você sabia que seu estado emocional pode afetar seu peso corporal, isto é, existem emoções que podem provocar aumento de peso e outras emagrecimento? Sim, isso já era mais do que conhecido pela milenar filosofia oriental, onde encontramos conceitos como unidade corpo-mente e somatização emocional, e agora uma pesquisa recentemente divulgada pela sociedade científica veio endossar essa afirmação. A pesquisa foi realizada durante 50 anos por entidades acadêmicas independentes nos EUA, e todas elas chegaram à mesma conclusão – a de que o estado mental de uma pessoa interfere diretamente em seu peso corporal. Durante as cinco décadas de pesquisa, várias pessoas com tipos diferentes de personalidade emocional foram acompanhadas, monitorando os momentos da vida em que elas engordavam muito ou quando havia um emagrecimento sem aparentes causas. E o resultado foi o mapeamento das emoções que promovem alteração do peso corporal, especialmente aquelas que fazem o IMC (índice de massa corporal) aumentar, ou seja, provocam obesidade.

Quando uma pessoa tem uma personalidade tendente às emoções negativas como medo, ansiedade, raiva ou estresse, já era sabido que o nível do hormônio cortisol torna-se elevado em tais situações, e que esse hormônio afeta o metabolismo do corpo acumulando mais tecido adiposo em áreas indesejadas. Associado a este fato, agora se sabe também que os hábitos alimentares dependem muito do estado emocional, sendo que as mesmas emoções negativas podem provocar o “comer por conforto”, uma tentativa às vezes até inconsciente de encontrar uma forma de prazer para aliviar a dor que as emoções negativas trazem. Por exemplo, todo mundo sabe que o consumo de chocolate tende a aumentar em períodos de estresse, não?

Ou seja, seu estado mental e emocional pode fazer o fiel da balança subir. Seus pensamentos podem interferir em seus hábitos alimentares. Como já disse, os orientais afirmaram isso há milênios, só que eles também sabiam sobre outro ponto interessantíssimo: da mesma forma que as emoções afetam a escolha da dieta, uma dieta escolhida de forma balanceada também interfere na qualidade das emoções que temos. Por exemplo, nos mosteiros zen não se come carne, um alimento que agita muito a mente, além de trazer uma carga de agressividade inerente à sua ancestralidade (animais carnívoros são, geralmente, bem agressivos). Doces são consumidos em pequena escala, apenas para dar aquele “up” em momentos de cansaço físico. Todas as manhãs comemos uma papa chamada de Okayo, que é preparada cozinhando-se o arroz lentamente em fogo baixo. Apenas arroz, água e 3 ou 4 horas de calor. O resultado é um alimento com alto poder desintoxicante, que elimina radicais livres do corpo e beneficia todo o aparelho digestivo. Conclusão desta dieta: a mente vai se acalmando, emoções equilibradas vão aparecendo em virtude da alimentação balanceada e esse estado vai sendo retroalimentado, amplificado pela prática diária da meditação. Isso não é genial?

Quando alguém me procura para um Coaching ligado ao equilíbrio emocional e ao bem estar físico, costumo usar a seguinte analogia: imagine o restaurante onde você almoça, um self service. Em cada bandeja, um alimento diferente. Você sabe muito bem quais são aqueles mais saudáveis e aqueles menos indicados para perder peso, não? Ou seja, se você coloca no seu prato coisas gordurosas e de difícil digestão, seu corpo será sobrecarregado. Não apenas seu corpo, mas sua mente também será afetada por aquilo que você come. Portanto, você deve escolher com cuidado o que põe no prato e isso é da sua responsabilidade. Agora imagine o mesmo self service, mas um pouco diferente: dispostas na linha de servir estão suas emoções disponíveis. Ali temos otimismo, do lado temos a ansiedade, do outro temos a tranquilidade, depois temos uma bandeja com medo e assim estão todas as demais emoções humanas. E com o prato limpo na mão está você. Todos os dias você repete o mesmo ritual, escolhendo as emoções que põe no prato. Às vezes você repete o que comeu no dia anterior, às vezes você experimenta algo novo. Às vezes a escolha é mecânica, às vezes é consciente. A grande pergunta é: como anda sua dieta emocional? Aliás, você tem um programa de dieta emocional?

Suas emoções irão influenciar o tipo de comida que você põe no prato, e da mesma forma aquilo que você come todos os dias irá afetar seus estados mentais. Convido a você que passe a observar cautelosamente a relação que existe entre seus hábitos alimentares e seu equilíbrio emocional.

Votos de luz,

Gustavo Mokusen.

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