Qualidade de vida no trabalho

Quando falamos em qualidade de vida temos, necessariamente, que incluir a análise da qualidade de vida no trabalho (QVT), pois é fato que passamos boa parte das nossas vidas (ou mesmo a maior parte absoluta dela) envolvidos com nossas atividades profissionais. Mas, o que é QVT? Há vários modelos construídos que se propõem a expor essa complexa temática, sob vários prismas diferentes. Entretanto, podemos dizer que os modelos propostos de QVT possuem certo núcleo em comum, uma direção geral para onde apontam: proporcionar bem estar aos trabalhadores e, ao mesmo tempo, atender as necessidades das organizações ou da atividade profissional em si. Ou seja, conciliar os interesses individuais e institucionais da melhor forma possível, com a melhor sinergia que possa ser criada entre ambos, a fim de prevenir, neutralizar e evitar prejuízos e seqüelas emocionais, físicas e mentais nos trabalhadores.

Podemos encontrar modelos  de QVT que se centram em medidas de motivação e na satisfação na execução de tarefas. Já outros,  enfocam questões elementares à realização do trabalho e priorizam os fatores higiênicos, condições físicas, aspectos relacionados à segurança e à remuneração. E ainda há os que chamam a atenção para indicadores psicológicos, como a alienação enquanto fator decorrente da desumanização, da dissociação entre o trabalho e o ser humano.

Acredito que o ser humano deve ser sempre tratado à luz de sua característica integral, ou seja, da sua natureza interdependente. Deixar de cuidar de um aspecto é deixar de cuidar do todo, e assim a QVT integral assume uma perpectiva alargada, onde todos os fatores citados acima devem ser considerados. O ser humano se destaca por apresentar demandas biopsicossociais, relacionadas à ambiência adequada, ao equilíbrio psicológico e um nível mínimo de saúde social. E para medir essa QVT são criados indicadores, ou seja, pontos objetivos cuja mensuração revela um diagnóstico do nível de qualidade de vida no trabalho. O quadro a seguir é um exemplo que traz alguns possíveis indicadores:

Indicadores da Qualidade de Vida no Trabalho

Econômico

Político

Psicológico

Sociológico

· Equidade Salarial

·   Remuneração Adequada

·   Benefícios

· Local   de Trabalho

· Carga   Horária

·   Ambiente favorável

· Segurança no Emprego

· Atuação Sindical

· Retroinformação

· Liberdade de Expressão

· Valorização do Cargo

· Relacionamento com Chefia

· Realização

· Nível de Desafio

· Desenvolvimento Pessoal e Profissional

· Criatividade

· Auto-Avaliação

· Variedade de Tarefas

· Identidade com as Tarefas

· Participação nas Decisões

·   Autonomia

·   Relacionamento Interpessoal

· Grau   de Responsabilidade

· Valor   Pessoal

Veja bem, não é que todos os indicadores deveriam atender todas demandas individuais em um grupo de trabalho, pois a própria diversidade humana que ocorre naturalmente dentro de uma organização inviabilizaria isso, mas sim que existe certo nível mínimo recomendável para cada indicador citado. Então, o grande desafio seria encontrar o que chamo de ponto de equilibrio dinâmico dentro de cada situação, instituição e grupo em questão, uma vez que “qualidade” é um conceito que deve ser alcançado e mantido através de ações constantes – é puro dinamismo.

Bem, mas este post não é para sugerir soluções, mas sim provocar reflexões prévias: como anda sua QVT?

Votos de luz,

Gustavo Mokusen.

Anúncios

Deixe seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s