A aranha e o monge

Retirado do livro “Zen em quadrinhos” de Tsai Chih Chung.

Pode parecer que não, mas a maior parte dos nossos problemas tem origem ou conexão direta com nossos próprios pensamentos e ações. Eles são um reflexo da nossa postura no mundo. Mas quando falamos em gestão pessoal aprendemos que é muito importante focar nas soluções, e não nos problemas. Quando você está dirigindo e aparece uma curva na sua frente, você naturalmente vira a cabeça e olha para o lado que quer ir, porque se você ficar fixado na curva não será possível mudar a direção da sua trajetória. As dificuldades são a mola propulsora para as soluções criativas e inovadoras, portanto dê a elas somente a atenção necessária para serem resolvidas e nada mais. Ficar alimentando o bicho papão só irá aumentar o tamanho do monstro.

A estratégia usada pelo mestre no quadrinho para ajudar o monge é muito eficiente. Chama-se mudar o foco da mente. Ao invés de ficar preso pensando na aranha que aparecia, ele deu a orientação de pintar nela um círculo, ou seja, sair da maquinação mental e ir para a ação. Normalmente, quando estamos no meio de um problema é comum nossa mente concentrar-se apenas na situação em questão. É como se fosse um estado de emergência em que todas as nossas energias são canalizadas para esse ponto. Por exemplo, se você topar violentamente com uma pedra e machucar o dedão do pé, você automaticamente se concentrará nesse ponto de dor.  Só que, quando isso acontece, nós perdemos o foco mais amplo da situação geral e assim ficamos presos na raiz do problema. Ficamos míopes para enxergar uma solução nova. Tudo bem, no caso do dedão do pé a dor passa rapidinho, e nem é necessário encontrar uma solução criativa para resolver isso. Mas existem outros problemas cuja magnitude requer análise, decisão e ação acertada. É aí que se aplica o que estou falando.

Mude o foco. Olhe para a direção aonde quer ir. Encontrar soluções significa ir além dos problemas, e se o problema tem a sua co-participação (o que é bastante provável em muitas situações), então significa ir além de si mesmo. Outro padrão muito comum é a reação repetitiva, onde repetimos comportamentos em situações semelhantes. Procure seus padrões de repetição e trabalhe na quebra deles através da substituição por novos hábitos construtivos. Planeje a solução, mas cumpra o planejado para não fazer do planejamento não cumprido mais um padrão de repetição.

A gestão pessoal está intimamente conectada com o autoconhecimento. Conhecer a raiz da mente é conhecer a raiz dos problemas e, principalmente, conhecer o caminho desobstruído para novas soluções. Há uma fonte dentro de você que jorra incessantemente todo o conhecimento de que você precisa. Aprender a beber dessa fonte é, antes de tudo, uma necessidade.

Não se esqueça que você pode compartilhar conosco sua experiência ou dúvida. Clique no menu principal em “envie seu texto ou questão” e saiba como.

Votos de luz,

Gustavo Mokusen. 

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